Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Acesse agora: www.youtube.com/@dubmariachi ■ Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma? Esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Acesse agora: www.youtube.com/@dubmariachi

With A Little Help From My Friends

Aperte o play antes de ler...

Quem não lembra-se da jornada vital e vitalícia do nosso grande e narrativo Kevin Arnold em sua saga através de seus Anos Incríveis. O episódio que veio-me à memória exatamente agora foi aquele em que ele fura o pneu do carro de seu pai e tal, mas não é do pequeno Arnold de que este post trata. Ontem teve chuva de meteoros no planeta (!), às quatro da matina. Não consegui ver, pois São Paulo não permite que eu tenha acesso irrestrito ao seu sudário celeste das ninfas bi. Sudário apagado pelas luzes que vem de baixo e ofuscado pela fina e densa lamina de detritos tóxicos que flutuam nesta insensata atmosfera paulistana. Eu só queria ir até a Fronteira, sentar-me na grama do campo e olhar pra cimenfumaçado, com uma garrafa de vinho e alguém que como sempre cagaria pra quando eu soltasse nacos de minha alma em forma de uma loquacidade sincera e embriagada, violão & violada, em cometas que não passam de um pó cósmico bailando nas trevas invictas. Não passam de uma farinha mágica hiperbólica que demonstra que além de nosso super-ego-ego-alter-ego, há coisas acontecendo, digamos, "além de nós". E digo além de nós a partir de um milímetro de distância de nossa carne depravada, além daquilo é chamado de Eu (de nós)... Não vivi dias tão memoráveis quanto os de Woodstock (nem como os de Kevin Arnold). E chegando a conclusão após uma longa e saudosa pesquisa: talvez eu morra sem tais dias memoráveis. Talvez aquele espírito, aquela faísca criadora, que habitava o que chamamos de Terra, tenha sido morto no Vietnan degolado por um comandante que surtou-de-ignorância. E nós sabemos que a ignorância matou o gato, os leopardos, Iroshima e só deixará de posterior as baratas e destroços do McDonalds... Quando falo de alma -e digo alma no sentido *zeitgeister da palavra - aos meus "amigos", ou quando falo de fazer as coisas com alma (tocar com alma, escrever com alma, fazer a merda de um bolo com alma), tudo que recebo em troca é uma cara-de-nada, uma interrogação blazé em cima do pescoço que me deixa até sem graça, pois essa cara superiorzinha e atuada de do-que-cê-tá-falando é a cara da desgraceira de nossos tempos, a prova irrefutável de quão pequena andam as mentes do hoje-em-dia. Milhões de anos de evolução para dar em nada. Para tudo retroceder em sentido gomorrístico onde as relações inter-pessoais não passam de grandes atos prostitutivos, onde o humano, não o humano em si, mas aquela coisa romântica sobre o mesmo, o superar-se, o criar, (e etc) foi trocado por Mais Valia, por Valer O Que Pesa (e, obviamente, não o que se é ou que se pode criar). Talvez por isso não entendam Kevin Arnold, toda memorabilidade de seu tempo e vejam tudo na vida como "uma série legal", como um grande sitcom onde os mais rosados e bem vestidos se unem para serem perfeitos em toda extensão de sua idiotabilidade e serem verdadeiros unos com o universo em suas vãs filosofias de banheiros de barzinho... Tudo não passa uma grande Aparência onde o ser é destinado não por seu livre arbítrio, mas através das primeiras impressões alheias. E mesmo muitos dizendo que o hippiesmo não serviu pra nada eu ainda creio na tese de que os hippies mudaram mais o mundo fumando maconha e comendo os outros que muito "movimento" por aí juntos, mais que muita "ideologia". Não entendo como alguém segue "ideologia", pois gosto de seguir apenas o que acredito e tudo em que acredito nesta vida é em mim mesmo, pois a vida, essa grande vadia, nunca deu e sei que nunca, jamais dará, outra opção de contrato. Nem tudo é um som de Betty Davis nesse circo de horrores, mas se a vida é uma puta, eu preciso ser um maldito cafetão. E mesmo muitos dizendo que sir Joe Cocker fazia apenas uma "performance da droga", eu digo é que ele cantava com alma, que era movido por seu próprio espírito lambendo o cú do universo e cuspindo através de seu corpo alucinado, sua carcaça porta-voz de uma mera faísca interna... Ontem não encontrei ninguém pra ver a chuva, pra assistir o espetáculo do vácuo, encontrei apenas vácuo. Nenhum desses amigos que não ouvem e só falam (e que deixam no vácuo), desses que cagam para meteoros e amigos lúdicos e que nem amigos são. Sobraram-me as divas do soul como sempre e a vista de uma sacada onde de meteoro só se via a lua dando um sorriso sarcástico no céu. É. Já dissera o jornal que a chuva seria melhor avistada na américa do norte e até nisso Deus nos (tropicalmente) fode. Culpa da grande teoria do quase, do Quasímodo, do aparente ser e não seja, do excesso de luzezinhas achando-se estrelas e ofuscando as estrelas de verdade e todos meteoros malucos, desembestados no céu. Se eu fosse famoso (ou tivesse "um livro publicado" - como dizem) talvez até comesse alguém agora, mas fica a gênese de um prospecto de um sábado errado e errante por essas ruas cheias de frialdade, lupanarismo e latrocínio, dentre aparições esquizofrenicas das grandes divas do soul em becos e em meus raros momentinhos de merda.
(MaicknucleaR)

* espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos

Aretha Franklin - Night Life

* "Noite impiedosa. Sereno desumano. Nada mais perverso que a insensatez das esquinas. Nada mais em desamparo que os outros.
Com luz sobrou aurora, mas meu palco verdadeiro é noturno. Com noites ficaram escárnio, carnificina e o brilho melado das boites.
Por hora fica esta opera do malandro culto. Este tiro no asfalto que efetiva o som do ricochete lírico. Faroeste de palavras onde quem tem mais verdade em sua niquilada de aspectos vence...
A mágica do atroz não morre, vê a fauna fecundando novos mortos-vivos. Cheguei ao campo do niilismo e novamente não me vi em nenhum daqueles rostos forasteiros. Mas adquiri certo distanciamento político para com os outros desde que cai neste campo, dotado apenas de para-quedas e granadas sem pino. E já não ligo pra São Paulo ostentando e sustentando suas vadias mal educadas, seus bares sitcom (que no fundo até gosto) – na real um dia quero ter um – e sua cara blazé – mas sem neguinho blazé, sem cara bazé ou etc’s-blazés -.
Ei, futuro morto, eu sou mais que o vazio, só não encontrei meu lugar no espaço. E, infelizmente, para o meu completo desespero, vou morrer assim!. E mesmo que toda noite eu encontre meu sossego sísmico altamente abalado pelo simples fato de saber que não me encaixo completamente em nada, como já disse antes, decidi ser filho da puta, sim, mas sempre sendo o que sou. Um cara que odeia manhãs, gosta de ouvir Sublime às tardes, indie-hip-hop à noite não passa de um porco lúbrico.
É… Tão menos desgraçadas suas noites sem aurora. A lua me espera e outro palco, sem nenhum holofote (ou groopies no camarim), me chama. Que deus perdoe os resto mesmificado, pois como já lhe disseram, senhor: “Eles não sabem diabos da merda que andam fazendo”".

(MaicknucleaR)

* Trechos de "Nessas Noites Sem Aurora"

Especial Ann Peebles na Atomic Radio

Um dos tipos de som que mais escuto em casa é o cabuloso (e não há outra definição na terra para o) Soul. Tanto que ando maquinando um "especial Ann Peebles" pra onlineatomicradio.bravehost.com. Ann Peebles é minha cantora de soul favorita, pois ela é a, digamos, a que tem um jeito mais maloqueiro de cantar, suas bases são ultra malandrísticas, os metais são perfeitos, as linhas de baixo são de fazer qualquer músico babar e fora que ela tem a divinal voz que sai direto do âmago da alma, do útero musical, para o microfone. O som acima é o monstruoso Sunday kind Of Love na voz de Etta James. Na seqüência segue o texto "Estretiche" na versão recortada para o Sarau Portátil, mas a Estretiche original pode-se encontrar ao lado esquerdo do blog, em "arquivos de textos". That's all folks.

6- Estretiche ( MaicknucleaR )

Estretiche. Perdida no metrô um tanto Quântica. Um cálculo infalível. Soma de um velho título. De uma velha decadência pertencente aos anjos que caem bêbados no chão: a beleza do inferno. Derrama o cósmico mágico no que já é explícito ao sermos nós mesmos! Esparrama essa vital impul(sa)ção desesperada. Estratégia. Vai. Some no retrovisor. O portal derradeiro das coisas inseguras, como fogão em finas placas polares. Milhões de quilômetros a um palmo de distância. Vem. Espero-te no lúdico. Aquele com bandeirinhas de países e luzes Heineken. Quem sabe somewhere over the rainbow, quem sabe no frio vazio do estacionamento desbotado-cinza. Hei señor: don' think. Já viu asfalto azul? Coisa boba, mas nada se iguala. Vem. Fetiche. Reverbera a luz do poste em minha rima entrevada. Meu beco favorito é o diabo no corpo das que tocam guitarra. Reluz cabelo ouro bruto, com propostas cênicas; cheiro-cio saindo pela boca. Expelindo conhecimentos profanos e tornando um louco, sultão. Imagens, amostras delas, rabiscadas em sugestões sensuais de panos malucos.

Rock Me Baby - Sugar Pie Desanto

Após uma sessão de bandas e grafite que começou às duas da tarde e só foi parar às dez da noite, aqui atrás de casa, no Cicas (que fica na Avenida do Poeta c/Carlos Calvo), a comando do coletivo Sinfonia de Cães, em mais uma edição de seu festival: eis que chego em casa (04:03am). Não me esquecendo que após o ensurdecimento tivemos um sarau freestyle e aconchegante com a presença dos hermanos do Literatura Suburbana, Sarau na Brasa, do Berimba de Jesus e Caco Pontes do Poesia Maloqueirista e Rui Mascarenhas esteve fazendo um ziroguidum na roda poética, sob a lua cheia, também. E mesmo sendo quatro e dezessete de la matina deste sábado pra domingo bebo este café com leite com a voracidade de uma tartaruga com atrofia muscular, pois sinto-me bem! É. Nada melhor que uma sessão de "fazer o que gosta" para fazer um cara esquecer seus turbilhões cerebrais. Nada melhor que a violência de um lirismo sanguinolento sob a lua para amenizar os males da garoa...
Só faltou uma coisinha pra fechar a noite com chave de platina. Ah, mas pra que querer o mundo quando se tem um universo na manga?


"Mestre Jonas", depois "Mestre Jonas" depois "Mestrando Jones"

Esse post é style. Estava eu aqui no multilab procurando músicas em vídeo, quer dizer: clipes (ou algo parecido com um), pois como ando editando uns vídeos aí, estou buscando algumas novas concepções através de coisas já feitas... Deixe-me explicar melhor. Certa vez escrevi em um texto a frase "Ludibriar a vida" ou algo assim e um amigo ficou dizendo que eu haviado copiado esse exato termo de um livro que até então eu jamais havia lido (e pra ser sincero até hoje nem me preocupo em o ler, pois clássico mesmo, pra mim é Bach) e fiquei puto comigo mesmo, me perguntando: "Como fui cair nessa frase tosca que um fosco já usou?". Aí agora tô nessa de ver o que existe pra não fazer igual - em hipotese alguma - pois, pô: we are creaters, generators, masturbators -, o que é difícil em vídeo, pois parece que os editores, diretores e roteiristas de Hollywood já pensaram em quase tudo, aqueles nóias. Mas então, divagações a parte, estava eu aqui, no multilab, procurando edições cabulosas em vídeos estilosos quando a zona-norte-de-confluência-bem-acima-do-nível-do-atlântico fez-me confluir em três clipes interligados pelo amor que estava escrito nas estrelas. O primeiro é o que chamo de Originalzão, a primeira criação antes de suas degeneradas interpetrações. O som é Mestre Jonas (Sá, Rodrix e Guarabyra). Logo abaixo vem a que acho a versão mais fu$$da de todas, a Mestre Jonas (os Mulheres Negras), trilha do filme Durval Discos. E essa segunda versão desvirtuou minha cabeça de uma forma inacreditável. Acho que foi em 2002, coisa assim, na MTV, que escutei-vendo esse som, talvez fosse até uma promoção do filme, não sei, mas lembro como se fosse agora, quer dizer, agora não, agora, eu chapado dizendo: "Um dia eu vou samplear essa porra de música". E nessa época eu nem sonhava em produzir música pelo computador, minha visão de criação musical era com banda ou bases intrumentais e só, mas calhou de conhecer o Acid Music Studio e boom. Se bem me recordo a sampliei em dez de 2006 e só consegui gravar no final de 2007, na casa do meu amigo, guitarrista da banda Open Bar, Vagau. Aí em abril de 2009 fiz um clipezinho (by eu mesmo) utilizando imagens com direitos livres ( archiveinternet.org ), onde eu tinha acabado de acordar, tava com mó cara zuada, nem havia tomado café e o sol estava rachando na Garoa Land, o "Mestrando Jones (MaicknucleaR)". E foi style me deparar com esses três "clipes" em minha busca musical, pois resultou neste incauto post. Então segue as três versões abaixo, primeiro o originalzão, depois a interpretação, depois a depravação criada em cima da segunda.

<

Trailer do filme Getsemani de Mário Bortolotto

Quem leu o post abaixo sabe o quanto ando com raiva com esse negócio de "confraria (do que seja) literária", esse negócio de amigo passando pano pra amigo, deixando tudo que é conceito artístico de lado e ostentando tudo quanto é lixo em "nome da amizade" (política, como dizemos no seu meio!), mas, obstante, eis um exemplo de amigo que se deve citar pura e simplesmente por sua arte, obra, ou como vocês preferirem chamar, e não por lambeção de saco, nem nada dessas merdas que os aspirantes a artistas fazem dia e noite para conseguir se "espaço" (eu não preciso dessa putaria, pois tenho myspace - é, realmente essa foi uma péssima piada). A fita aqui é a seguinte, meus comparsas de escrivismo deformado, esse trailer é cabuloso e por isso ele está aqui em meu druglab. Vejo coisas style como esse vídeo e fico na nóia de um dia poder trampar com equipamentos melhores na Fronteira Filmes (imagino o dia que eu pegar uma 36 mm, acho que vou gozar na cueca) e etc. O próprio Cemitério já fez trampos em digital e eis hoje esse grande BOOM para apreciarmos em nossa dúbia sanidade.

INTEMERATO, a prévia - good times

* aperte o play antes de ler o texto (Som: Good Times Quem? Psycho Realm)

Tem esse texto que fiz uns dias atrás e que estou usando na nova versão dos Verbos Curtos (Humberto Fonseca + Eu + prosas poéticas musicadas acusticamente) que chama-se "Intemerato" e que está, como se diz na gíria, "causando" o maior furor nos saraus onde estou o lendo. O texto fala justamente de quanta balela tem no meio da literatura (nos saraus mais especificamente) que são tidas como genialidades mor quando na verdade são só amigos aplaudindo amigos apenas por suas segundas e mesquinhas intenções, não por excitação aos textos recitados (que em sua maioria quase absoluta são umas grandes merdas) e etc; mas por chupação de saco alheio. Logo o posto aqui, mas é legal lê-lo diante esse bando de babaca que se diz escritor, ou que o dizem ser pq apareceram no entrelinhas ou lambem o rabo de sei lá quem do "meio", do "circuito". Legal é ver a verdade batendo em suas caras como se fosse um trem bala atingindo um bebê inocente que brincava nos trilhos, pois pô, eu mexo com alma, com sentimentos e essas merdas todas, eu preciso me sublimar a cada segundo que passa, se o povo está nessa pra aparecer no jornal ou comer a loirinha mais gostosa da mesa, eu não. Eu não preciso aparecer pra comer ninguém, nem comer ninguém pra aparecer, eu sou tão anormal nesse planeta que apareço mesmo que eu me esconda, e não que isso seja bom.
Uma coisa que anda me incomodando muito é o fato de tanto nego ostentando a tal da "Literatura periférica". Pô meus caros, eu sou do Pq Edu Chaves, sim, vi muito nego morrer e muito demônio surgir na Avenida do Poeta, mas minha literatura não é periférica nem fu**, por mais maloqueiro que eu seja! O que escrevi na vida está no mais alto grau de qualidade e não tem nenhum dedo seboso de elite nenhuma e jamais vou deixar nego classificar o que faço (como "periférico"), pelo bairro onde moro, pelas largadas roupas que uso ou pelo som que escuto, pois muita gente grande na literatura brasileira, muito bigfish do Chuí, sabe que existo, sabe da potência de minha bic, caga de medo que eu seja editado - mas relaxa, pois não envio o que escrevo pra retardados de editora - e finge não me ver por medo de perder suas tacinhas pra tomar cerveja e suas putinhas imbecis de classe média que tem trechos de Clarice Lispector em seus orkuts como a grande verdade da vida. Aliás, o "Intemerato" fala sobre a mesma coisa, só que em minha famosa prosa poética. Fala do fato de nunca me convidarem para os eventos depois que descobrem que seu tão sonhado público curte mais o que faço do que o lixo que ostentam como "arte contemporânea", como os puros denominadores comuns do lixo tóxico. Tem muita lambeção nesse meio, muito amiguinho colocando amiguinho no palco pra fazer cocô ao vivo e nem conto as groupies, pois a função delas é única.
No mais é isso, continuem fingindo que não tô aqui que cada vez mais faço mais vídeos, escrevo mais letras e textos, edito minha radiozinha, edito a lasanha literata, mando bala na fronteira filmes, produzo e gravo meus sons em casa (cada vez com qualidade melhor); estilo o Sarau Portátil, em que produzi os samples, os beats, a gravação, as letras são minhas, os clipes eu editei, gravei, divulguei e atravessei 2 milhões e meio de pageviews by my own legs. O único chato é ver nego tendo apoio finaceiro e estrutural pra fazer filmes, peças, edições e só conseguirem fazer aquelas coisas insossas que o povo branco e centralizado vai achar o topo artístico de sei lá o quê. E pq eles têm esse apoio? Eu explico: "Metro quadrado". Tudo é uma jogada imobiliária onde só vão ao Jô Soares os imbecis que nascem dos bairros "enobrados" em diante. Tudo nesse feio show da vida virou uma performance tosca onde um imbecil de tiara toca um bongô mal afinado em um "barzinho" da Vila Madalena, um teatrinho prestidigitado pr'os filhotes catarrentos da elite. Na real, meus caros, essa literatura que ando vendo por aí é um grande Arnaldo Antunes: um cara barbado que parece ser cheio de idéias, mas tem a mente criativa de uma criança de seis meses.

Festival Sinfonia de Cães - Video-poetic-jam: Eu Coloro

"Sim, meus velhos comparsas de escrivismo deformado. Prosa-narro-depravadas e travessias de nirvana afora", já diria eu mesmo em meu projet[il]o O Sarau Portátil. O esquema aqui é o seguinte, o texto abaixo acaba de chegar via gmail às suntuosas e barracais mansões de MaicknucleaR/AltacasA, ao fundo da verdadeira e existente Avenida do Poeta (atrás dos caminhões), e foi enviado pelo mulambo Humberto Fonseca, aquele que apelidei de Bebeto Cicas (por causa do nome de seu fotolog). O flyer explica-se por si e o vídeo que segue abaixo é uma alusão a todas vezes que Bebeto e eu vamos tocar em algum lugar e eu fico desesperado com a hora de sair, a hora de chegar e esse poeta filho da mãe fica lá na mó paz me dizendo "Relaxa, Chones, relaxa, Chones"... Doidão, rs.
Ah, fica um salve master aí pros Jones do Literatura Suburbana.


Festival Sinfonia de Cães
Eucoloro
VIDEO-JAM-POETIC
Local: CICAS (Centro Independente de Cultura Alternativa e Social)
Data: Sábado 08/08/09
Apresentação do trailer do documentário:
Das 22 em diante...

Os escritores, Humberto Fonseca, Maick Thiago Lenin (MaicknucleaR), Luiz Carlos (Juninho13) Sendro, (artistas independentes, poetas, músicos), envolvidos na produção do vídeo "Eucoloro", junto ao Sinfonia de Cães, divulgam e promovem um diálogo sobre a propriedade imaterial, propriedade intelectual, pessoas que estão ligados a liberdade de "consciênca e crença", produtos e criações independentes, intervenções urbanas, debatendo um pouco do contemporâneo favelista paulistano, baseado no manifesto "A Cidade Limpa Contra Artes de Grafiteiros", que após de ver o bárbaro: Art. 3 da Lei Cidade Limpa; XI- (O equilíbrio de interesses dos diversos agentes atuantes na cidade para a promoção da melhoria da paisagem do município). Uma lei que de uma forma ou outra, além de mau com L e com U escrita, deixou uma clareira na minha mente... Quem ajuda a paisagem do múnicipio? Quem são esses agentes atuantes? Como regrar uma propriedade imaterial, intelectual? O que a humanidade pode pedir sem conhecer? O que deixar pro próximo, e antes disso, o que deixaram pra mim?
Representar cultura de rua onde menosprezam o valor da vida é impossibilitadamente se reduzir ao desgaste ético.

Um encontro crítico literarário, audiovisual, e jam's poéticas, que visa apropriar-se do Festival Sinfonia de Cães por sua inimaginavel troca cultural, e todo objetivo de arte independente dentro do Brasil e na America Latina, nos dias 6,7,8,9 de agosto, o CICAS é a possibilidade que nós queremos dentro de uma comunidade que excluir-se da carÊncia, de ser pobre (mentalmente), e o provamos, artistas ativistas de origem prestarão seus serviços, suas ações, e serão serviçais dessa conquista pela cultura. Pra mim são muitas inercias das forças produtivas que a irrealidade artística conceitual nega a compreender e aceitarem, "por marcarem, fazerem e atuarem" como coletivos, cidadão, artista. Sendo esse um meio artístico vindo de "frutos pessoais", de pessoas que plantam arte nas ruas, que podem interferir no cotidiano, por fazerem dele a atualidade que manuseia os momentos...
_ Tem um ocultamento urbano em meu ver, algo a que deve escoar pelas beiradas, a vistas grossas. Eu sou um agente atuante nessa cidade, e algumas pessoas que vai ler essa mensagem, e sabem que fazem cultura.
Viveremos em lápides. Construir tecnicamente um artigo que coloque as relações; sociais, políticas, urbana e cultural; é agredir cidadãos descompromissados sem dar rifa aos que estão na sinuca de bico.
“Entre a floresta de aço e o concreto, segue o concerto de impactos relativos, “é nascer e morrer na cidade” é a oração, o antecedente, a comparação, a alguma pessoa ou coisa, carnaval a carnaval.” Humberto Fonsecaobrigado ao Sinfonia de Cães por existir, por representar a cultura marginal, aos irmãos que não deduzem amor e sofisticações diante da guerra, "se avião passar baixo; nóis taca pedra!"
Poetas dos coletivos:

Sarau da Brasa
Sarau poesia na brasa, criado em 05/07/2008, é um movimento cultural de periferia para a periferia. Tem o objetivo de produzir e divulgar a arte dentro da periferia. Espaço de expressão dos periféricos. Discussão e reflexão sobre a periferia, porém é aberto a todos que queiram comungar da palavra.
http://brasasarau.blogspot.com/

Literatura Suburbana
Literatura Suburbana, é um coletivo da Zona Norte de São Pulo, Brasilândia, que trabalha com a Cultura Hip Hop, A cultura afro e desenvolvimento da Lei 10.639/03 e a Literatura marginal, escrita por moradores das comunidades. Desenvolvemos Shows, palestras, eventos, cursos, oficinas, exposições e diversas atividades que contemplam essas vertentes acima citadas.
http://www.literaturasubusrbana.blogspot.com/

Poesia MaloqueiristaColetivo de arte urbana e selo editorial independente responsável pela revista não funciona e demais publicações autorais dos integrantes; os eventos multimídia "centro de ação in-formal (c.a.i-mal) e interferência modulada" , além de assaltos culturais (intervenções) e o projeto de música/poesia falada "experimento prosótypo" É melhor declamar do que roubar.seja bem vindo(a) ao mundo ácido-bucólico da poesia maloqueirista.diversão garantida ou sua televisão de volta!http://www.poesiamaloqueirista.blogspot.com/
CICAS
Espaço de auto gestão que por iniciativas independentes, jovens transformam e recuperam o Local, proporcionando uma Nova opção de Cultura, Esporte e lazer para a comunidade e convidados, com espaço para Biblioteca, Cinema, Studio MusicaL, Oficinas e cursos de Teatro e música, artes Plasticas, Capoeira, Escolinha de Futebol e grandes festivais esportivos e Culturais. http://www.projetocicas.blogspot.com/
Projeto Expremedor
O Espremedor é um projeto pró-artístico cultural voltado a comunidade. O projeto visa apresentar os artistas da região Brasilândia, Freguesia do Ó e convidados, mostrando a arte em todas suas formas de expressão. Atuamos no bairro de Vila Brasilândia e Freguesia do Ó, região carente de espaço para apresentações e expressões artísticas. Com o objetivo de extrair a arte que existe dentro da nossa própria comunidade e ainda não é conhecida, nem tão pouco foi apresentada para o público dessa região. Organizamos e apresentamos diversos artistas que buscam espaço para mostrar seus trabalhos, o que torna o projeto uma fonte de conhecimento para todos, pois, acreditamos que a arte tem um grande poder de ensinar e construir novos caminhos.http://projetoespremedor.blogspot.com/
“Onde há cidade há não só o funcionamento urbano, mas também, e ao mesmo tempo, linguagem urbana.”
Lídia Avelar Estanislau

O Brilho de um Asfalto Azul, especial para o Verbos Curtos

"Meu Doce Valium Starlight" é um livro de contos prosa-poeticados, que foi lançado em novembro de 2007, pela editora Dulcinéia Catadora. E dentre estes contos tem esta prosa poética narrada chamado "O brilho de um asfalto azul", do qual retirei um trecho e uni ao som "Que Brasil é  Esse", dos meus irmãos de som  Urban Groove (Bebeto, Lilo do Amarelo Folha + maloqueiros grooviados), para utilizar no Verbos Curtos (que nada mais é Humberto Fonseca (o famoso Bebeto Cicas) e MaicknucleaR, mais seus sons e textos autorais), que vai rolar daqui alguns consideráveis minutos, na Promove, a convite do Grande Israel do Literatura Suburbana. No mais estou aqui esperando os caras passarem aqui pra subirmos ao sarau, então segue o trecho e até mais ver, motherfolks...

O Brilho de um Asfalto Azul

(MaicknucleaR)

Eis que surge o impávido porra nenhuma. Ensopado de incredulidade ímpar. Ostentando garrafas que (raramente) lhe acompanham na limusine-allstar-de-trinta-conto, por simples estética de quem sabe vagar estilosamente no noturno e chafurdar gloriosamente na obscuridade do spotlight. Mero romantismo sem veneno de amor. Um: “deixe estar que a coisa acontece”. Desajeitado porco chauvinista eu. Faz movimentos de translação no asfalto azul cheio de vermes. Procurando o lugar que não há em si mesmo, nem nos corpos que se foram, elevados, em cima de saltos lascivos. Faz incursões nos sorrisos que brilham por trás de cabelos que balançam, mas não caem. Desvirtuando veredas alheias por inconseqüentes cegueiras de uma alma que atua a vida. Inconseqüências de um showman sem público botando pra fuder no carro que nunca viu, numa noite que não é a dele, numa conta que não pagou, enquanto a máquina de escrever perambula o âmago reto, cheio de vácuo, de beldades cinematograficamente ocas. Ocas como seus quadros endeusados em paredes JPG…  

Pegue a pressão zero por menos um que deixaste no meio fio. Guarde o resto de dignidade no bolso esquerdo de trás, junto à caderneta surrada e os canapés customizados. Lave esta fuça de quem comeu gostoso e não gostou da foda. Encare, de óculos escuro, o dia, mesmo que você pareça um vampiro maltrapilho, recém desamaldiçoado, que saiu de uma rave após nove dias extremáticos. Pois há uma vida burocrática rutilando lá fora, lá na outra esquina, na outra bodega, em outro cômodo-jardim, em outro condado. E mesmo que sair do harém lhe doa a alma. Lhe foda com o réquiem… Au revouir muchachos” é o que digo ao corpo que carrega meu peso nos ombros e continuo: “Não se preocupe com os que estão preocupados em não separar o sujeito, do verbo, com vírgula. Eles não conseguem rimar romã com travesseiro. E por pior que seja o itinerário, por mais que altas dosagens de insanidade lhe façam andar como um João Bobo descendo uma ladeira de skate. Ou a sofisma alheia lhe desarme na frente das minas almejadas e seus drinques solitários. Nada abala a idiossincrasia única. O intrínseco verdadeiro que não se esforça para agradar-e-conquistar. A maldita digital que vos escreve, bitch.

Em homenagem ao retorno do Verbos Curtos no sábado

 Norah Jones & Ray Charles - Here we go again

Verbos Curtos - a (re)volta - 1/8/9 + vídeo + player e texto

"A apresentação musico-poética "Verbos Curtos" originou-se a partir de um sarau realizado nas dependências do CICA'S (Centro Independente de Cultura Alternativa e Social), às quintas, apresentado por Bebeto Cicas & MaicknucleaR. O sarau foi fruto de uma atitude totalmente independente, em uma região carente de arte, e contava com a presença dos amigos, locais e a comunidade do entorno como público. No final de 2007 aparece a idéia de transformar o sarau em um Showrau, ou seja, mesclar os textos e músicas que costumavam apresentar (já que ambos autores escrevem, compõem, tocam e cantam), em apresentações um tanto teatro-subversivas. O intuito principal é romper a limites da segregação artítica e unir diferenciadas formas de expressão da alma em uma comunhão congruente e sem um pingo de eufemismo".  *Fonte: Myspace

* verbo$curtos em Espaço Nossa Terra



verbo$curtos (demos) no Myspace








Obtenha o Flash agora!

Para ouvir ou exibir este conteúdo, será preciso atualizar a sua versão do Flash.






Segue o texto do primeiro som do player, a música "Que Brasil é Esse" de Bebeto Cicas e trecho do texto do livro "Meu Doce Valium Starlight (Dulcinéia Catadora - 2007)" de MaicknucleaR.

O Brilho de um Asfalto Azul (MaicknucleaR)

Eis que surge o impávido porra nenhuma. Ensopado de incredulidade ímpar. Ostentando garrafas que (raramente) lhe acompanham na limusine-allstar-de-trinta-conto, por simples estética de quem sabe vagar estilosamente no noturno e chafurdar gloriosamente na obscuridade do spotlight. Mero romantismo sem veneno de amor. Um: “deixe estar que a coisa acontece”. Desajeitado porco chauvinista eu. Faz movimentos de translação no asfalto azul cheio de vermes. Procurando o lugar que não há em si mesmo, nem nos corpos que se foram, elevados, em cima de saltos lascivos. Faz incursões nos sorrisos que brilham por trás de cabelos que balançam, mas não caem. Desvirtuando veredas alheias por inconseqüentes cegueiras de uma alma que atua a vida. Inconseqüências de um showman sem público botando pra fuder no carro que nunca viu, numa noite que não é a dele, numa conta que não pagou, enquanto a máquina de escrever perambula o âmago reto, cheio de vácuo, de beldades cinematograficamente ocas. Ocas como seus quadros endeusados em paredes JPG…  
   Pegue a pressão zero por menos um que deixaste no meio fio. Guarde o resto de dignidade no bolso esquerdo de trás, junto à caderneta surrada e os canapés customizados. Lave esta fuça de quem comeu gostoso e não gostou da foda. Encare, de óculos escuro, o dia, mesmo que você pareça um vampiro maltrapilho, recém desamaldiçoado, que saiu de uma rave após nove dias extremáticos. Pois há uma vida burocrática rutilando lá fora, lá na outra esquina, na outra bodega, em outro cômodo-jardim, em outro condado. E mesmo que sair do harém lhe doa a alma. Lhe foda com o réquiem… Au revouir muchachos” é o que digo ao corpo que carrega meu peso nos ombros e continuo: “Não se preocupe com os que estão preocupados em não separar o sujeito, do verbo, com vírgula. Eles não conseguem rimar romã com travesseiro. E por pior que seja o itinerário, por mais que altas dosagens de insanidade lhe façam andar como um João Bobo descendo uma ladeira de skate. Ou a sofisma alheia lhe desarme na frente das minas almejadas e seus drinques solitários. Nada abala a idiossincrasia única. O intrínseco verdadeiro que não se esforça para agradar-e-conquistar. A maldita digital que vos escreve, bitch.

Na Avenida do Poeta, 740 em Garoa Land

Acontece hoje (à patir das 2) a final do festival REVIVARAP, no Cicas (centro independente de cultura alternativa e social) contando com a presença de 13 grupos de rap. E hoje estarei por lá levando dois sons do Sarau Portátil  (Meu Hot Valium e a que nomeia este blog Sonho Delirante)  e mais dois sons meus avulsos (Velho Olho Vermelho e Mestrando Jones, samples de Albert King e Os Mulheres Negras, que fiz aqui em casa) .
É importante o Cicas abrir esse espaço também para o rap já que o cicas, em sua tradição, é rock no último. Digamos que o cicas é um lugar "hip hop com atitude hardcore" onde rolam oficinas de artes (das mais diversas áreas), shows dos mais diversos (inclusive tive o prazer de ver o La Carne aqui no mesmo dia em que Bebeto e eu Faríamos um Verbos Curtos), rola também o CINECICAS, com meu grande amigo, líder da banda Vincebuz e do studio Caffeine, o Renato Gimenez, que leva para lá tudo acerca de filmes de terror alternativo nas noites de quinta (inclusive uma oficina de vídeos de terror), enfim, foi bom abrir mais este ângulo visionário para uma das artes mais apreciadas hoje em nosso planeta, o hip hop.  Ah, quem quiser ler alguns dos meus textos é só ir em "Arquivos de textos" do lado esquerdo e boom.

Apresentando a casa

TRECHO DE “TÃO MENOS DOLOROSA”

“Sim, meus velhos comparsas de escrivismo deformado, pensamentos sórdidos, atos deploráveis, conduta desaprovável e prosa narro-depravadas. Cúmplices da Garoa indomável e travessias de nirvana afora. Vim trazer-lhes a maldita odisséia do paradoxo!. O puro creme dos becos de fulos e seu dinheiro sujo. O cataclismo do arrebol e essas encruzilhadas urbanas.
Preparem a repulsa, salguem a gordura de suas pipocas e avisem os futriqueiros: Meu showzinho de merda agora vai começar!…”
MaicknucleaR



"Falei e Tá Falado" clipe independente de MaicknucleaR e o Sarau Portátil (mais de 486135 acessos no canal do videolog: http://videolog.tv/fronteirafilmes )




8- Muchachas Putanas, demo (Sarau Portátil c/ intro de Mário Bortolotto)

Esbofetear-lhe-ei a fuça deixando marcas de oferenda herege. Em bege, branco. No amarelo artificial que nos guia ao horizonte de cimento. Nada melhor que à noite pra fazer seu champanhe suar a taça, lamber a calcinha de dentro pra fora em borbulhante êxtase. Friozinho de alma se arrebatando sempre dá arrepio. Tonitruante como quando faço a barba na masmorra do eu mesmo. Virginal como puta velha: Into The Noche. Para esfolar as solas na solidão da lua de gude que tinge o chão com a repetição de bases violentamente azuis. Rumores de novos dias! Não olhe para o céu com perguntas. Deixe cair o orvalho. E que nossos atos falhos nos leve pra cama. Pro lugar dos segredos expostos - cicatrizes (?) - e uso de suicídios leves. Melancolia style dos filmes em preto e branco. Paisagens urbanas em câmera lenta. Luz de poste virando estrelinhas. Hey, let the horn blow! Dê uma rasteira no anjo das ruas. Leve-o a nocaute com emails marcantes. Passe a garrafa e um pulmão brilhante. Reverbere. Sim, reverbere! Vira. Fica de ladinho. Vem cá. Deita assim. Sobe aqui, assim não, do outro jeito. Olha pra cá. Sim. Isso. Pode olhar, pois estou a caminho do continente incógnito com a mochila de narrativas mentais. O ônibus dobrou a esquina e já te avistei. Vem cá. Deita aqui. Into The Noche. Não se preocupe com nada. Tem prendedor no saquinho de farofa e eu vou te proteger. Sou o cara mais durão da cidade em todos os sentidos, você sabe (não ri). Abajur e seu vidro trincado, suas músicas chatas em Mute. Continua-se o tingimento lá fora - hoje está tudo perfeito aqui dentro: Into The Noche.  
MaicknucleaR


1- Cá Estamos Brother (maicknuclear e o sarau portátil)
"Cá estamos, noite bela e amigos lúdicos. Ideais lúbricos e nada mais e nada mais que alcatra!Alcatrão faz brilhar o Fustigar da febre do desejo. E nos olhos pingados de direções exatas vejo detalhes do que é a verdade, o segredo avariado desta tola existência.
Nada mais sonoro, amigos lúdicos e noite bela: Vagalhões nos engolfando por setes mares ébrios de riffs bem ou muito mal engatilhados que nos inundam em assuntos líricos de percepçao extraterrena e grandiosidades abissais, como talheres no fundo da pia.
Pele fria. Noite fria. A mão trinca como um cubo de gelo caindo do Tédio (cric); mas o frio já não me afeta como antes (como outrora, n'outro raio e lugar). O frio agora é... Só... Frio...! Já viu alma cinza como o típico panorama de um sujo inverno paulistano?!! Tenho duas dessas almas (uma jaz) dentro da caixa de chiquenitos que está no frezzer da geladeira, que vem à noite puxar meu pé e dizer que o que fica é o que se deixa no lixo. E que amanhã... "Amanhã é dia de lixeiro"."
MaicknucleaR

Quem: MaicknucleaR e o Sarau Portátil
Clipe: Estretiche (feat. Samantha Abreu)

[ http://videolog.uol.com.br/video.php?id=429040 ]

Escute a Mixtape "Inferno Lírico" agora:

[  http://www.radarcultura.com.br/node/34127  ]

[ http://www.archive.org/download/SarauPorttilMixtape/InfernoLricoMixtapemaicknuclearEOSarauPorttil.mp3 ]

"Desrespeito seria olhar-te sem malícia. Sem me imaginar flanando em seu ventre de algodão. Agasalhado em sua lã de cor não lembrável. Ou punhetando o dedo em sua boca mística enquanto enrrabo sua consciência de literata.
Don't let me fucking dow, bitch. Há cinco gramas de enfermidade entre meu espírito (de lhe querer) e sua carne (esquentando a minha) que corrompem toda a explosão do atrito. E sem atrito, sem fogo. Só o frio das quatro e meia, seus cigarros cansativos e minhas velhas veleidades nada sóbrias."
MaicknucleaR

TRECHO DE "MEU DOCE VALIUM STARLIGHT" livro de MaicknucleaR (editora Dulcinéia Catadora = nov 2007 * dulcineia.catadora@gmail.com ) l_2f935c73c16af12f1aedace6f03e0d11

Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra.
Nem as putas nos compreendem a anestesia! Nem Freud explicaria esta fuleiragem sitcom de não saber que após exorcizar mil demônios cada um traria mais sete amigos bandoleiros para resolver a treta...
Mas firmeza. Profissionais não podem ser atingidos........

www.myspace.com/sarauportatil

Sarau do "VERBOS CURTOS" (Humberto Fonseca + MaicknucleaR) 

*CURTA-METRAGEM

De MaicknucleaR: A Decadência do céu e a beleza do inferno

Fatos assombrosos, de uma noite decadente paulistana, contados por Mantêga, um escritor qualquer.  Acesse o canal: videolog.uol.com.br/video.php?id=378679w

Urban Groove (para celular ) & Festival Reviva Rap no CICAS





"Que Brasil é Esse (Mp4)" - Urban Groove
Edição by MaicknucleaR (Fronteira Filmes), imagens de Humberto Fonseca (Cicas)

Bom. Eu gostaria de dizer que estou feliz pelo retorno aos blogs, mas não é bom dizer "felicidade" até segunda ordem, pois já derrubaram meus blogspots inúmeras vezes (muitas por invejosos que odiavam o número de visitas que alguém como eu - alguém fora dos padrões Vilamadalenosos - alcançava). Migrei para o wordpress e até perdi o tesão de escrever naquele sitezinho frio e sem chances grátis de personificação de páginas e etc. Nesse meio tempo fiz uns 40 videos, uns 7 clipes, editei um documentário, perdi um bebê, fiz várias apresentações com o sarau musicado Verbos Curtos, criei o Sarau Portátil e muitas outras coisas, menos escrever (digo: escrever mesmo). Na real, como venho ostentando diariamente entre amigos, eu "parei de escrever por raiva. Por ver tanta asneira literária sendo tachados como gênios, por ver quantos "fodões" não passam de uns completos Ignóbeis Cheios do Ibope e Zero Talento. De assistir aquele entrelinhas e sentir vontade de vomitar com tanta asneira branca que os alvos e Cultilizados balbuciam. De ver quem publicou meus textos cagando pra mim e endeuzando o velho e bom mais do mesmo e a similaridade exata dos clones siamêses". Tanto que nem tenho pretensões literárias para com este blog, este espaço é mais para divulgar as milhares de novidades que rolam por aqui, que são infindas e carecem de registro, do que para textos... Me perguntam pq nunca envio meus textos pra editoras: ora, vc já viu algo realmente bom sair de uma Companhias das Letras da vida? Por isso nem perco meu precisoso ócio com idiotas do grande mercado da egocentria... 

Mas então, toda vez que começo a escrever dá nisso, começo e não paro, mas já que consegui me refrear: é bom estar de volta, mesmo dentre as Bovarys e as paneladas do "circuito". O espaço como dito é para novidades então: Dia 25 tem mais uma etapa do Reviva Rap no Cicas e dessa vez estarei por lá sem violão ou escritos a parte, estarei rimando no concurso e me desejem sorte, aliás, não me desejem nada, deixa que eu me viro! Fica aí embaixo o vídeo da primeira estapa contendo 4 sons meus, com participação do Mc Az que se empolgou e atropelou alguns dos meus sons, mas tá em casa! Ah, abaixo segue um pensamento que escrevi no facebook e algumas pessoas não creram que eu que escrevi. Mas já adiantando ao mundo "Citações são para gente sem talento que não se garante com o que escreve". E é isso, o layout ainda está em construção, falat retirar rebarbas e etc, mas é inox.


"Hoje não tem arrebol, apenas um sujo horizonte prateado, cinza. Aqui sobram músicas que lambem o pescoço da alma e motes para alguns suicídios leves. Penso em ser saudosista, mas o futuro prepara seus feixes de luz atrás de meus novos e nebulosos horizontes..." 

MaicknucleaR


Dançando Valsa Nos Salões Do Inferno MaicknucleaR

 📖 Sinopse do livro

Dançando Valsa nos Salões do Inferno

Em Dançando Valsa nos Salões do Inferno, o leitor é conduzido por uma jornada visceral através de paisagens emocionais intensas, onde dor, desejo, memória e delírio se entrelaçam como passos de uma dança sombria.

A obra mergulha em camadas profundas da existência humana, explorando conflitos internos, tensões sociais e os limites entre o real e o simbólico. Cada página pulsa como um movimento coreografado entre o caos e a lucidez — um convite para atravessar os próprios infernos pessoais enquanto se busca sentido no meio da combustão.

Com linguagem densa, imagética e provocadora, o livro transforma sofrimento em estética e faz do abismo um salão iluminado por metáforas afiadas. Não é apenas uma leitura — é uma experiência sensorial e filosófica.

Faça o download:

Dançando Valsa nos Salões do Inferno: literatura intensa que transforma dor em arte

Se você busca uma obra que ultrapassa o convencional e mergulha fundo na complexidade da condição humana, Dançando Valsa nos Salões do Inferno é leitura obrigatória.

O livro propõe uma experiência literária intensa, marcada por uma narrativa que oscila entre o poético e o perturbador. A obra conduz o leitor por um percurso emocional que dialoga com temas como angústia, identidade, conflito interno e transcendência.

🔥 Sobre o que é Dançando Valsa nos Salões do Inferno?

A narrativa apresenta um universo simbólico onde o “inferno” não é apenas um espaço físico, mas um estado psicológico e existencial. A dança — metáfora central da obra — representa a tentativa humana de encontrar equilíbrio em meio ao caos.

A escrita é marcada por:

  • Linguagem sensorial e imagética

  • Reflexões filosóficas profundas

  • Atmosfera intensa e provocativa

  • Construção simbólica densa

O resultado é uma obra que dialoga com leitores que apreciam literatura contemporânea, existencialismo e narrativas que desafiam padrões tradicionais.

📚 Por que ler Dançando Valsa nos Salões do Inferno?

  • Para quem aprecia literatura experimental

  • Para leitores que buscam profundidade emocional

  • Para quem gosta de textos que exploram o lado obscuro da psique

  • Para amantes de narrativas poéticas e simbólicas

Mais do que contar uma história, o livro provoca. Ele exige envolvimento, entrega e reflexão. Não é uma leitura superficial — é uma imersão.

🎭 Literatura contemporânea brasileira e seus novos caminhos

Obras como Dançando Valsa nos Salões do Inferno mostram como a literatura brasileira contemporânea segue explorando territórios inovadores, misturando estética, crítica social e subjetividade.

Se você procura um livro impactante, que permanece ecoando mesmo após a última página, essa é uma escolha certeira.