Otra Vida Bike Show 2025 em São Paulo: Dub Mariachi no Palco da Cultura Lowrider

 Nos dias 8 e 9 de novembro de 2025, o Otra Vida Bike Show 2025, em sua 6ª edição, transformou o Complexo Cultural Funarte, em Campos Elíseos – São Paulo, em um verdadeiro templo da cultura urbana. E eu digo isso com o coração cheio: foi uma honra imensa participar desse evento com o meu Projeto Dub Mariachi.

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

📍 O Palco: Complexo Cultural Funarte – SP

O evento aconteceu na Complexo Cultural Funarte, localizada na Alameda Nothmann, 1058. Um espaço que respira arte, diversidade e resistência cultural — cenário perfeito para um encontro que celebra customização, música e identidade urbana.


Foram cerca de 40 bikes e carros personalizados — Lowrider Original, Pedal Car, Trike — competições com premiações, espaço kids e shows de hip hop, funk e soul.

Tudo idealizado por Alemão Otra Vida (e seu filho Marquinho, que nos convidou) consolidando o evento como um dos principais encontros da cena urbana paulistana.


🔊 Dub Mariachi no Otra Vida Bike Show 2025 – 08 de Novembro

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

No sábado, dia 08, o palco recebeu o Dub Mariachi com sua assinatura sonora inconfundível:

Street Reggae + Rap Underground + Dark Blues + Dark Country

O Dub Mariachi é um projeto musical brasileiro que funde:

  • 🌆 Street reggae com pegada urbana

  • 🎤 Rap underground com beats densos

  • 🎸 Dark blues carregado de alma

  • 🤠 Dark country com estética alternativa

Reggae de rua + rap beats + blues sombrio + country sujo.
Vibração positiva com letra filosófica pesada, embalada como diversão.

O som traz influência do reggae californiano, hip hop consciente, blues obscuro e country alternativo. O resultado? Uma experiência sonora que diverte enquanto provoca reflexão. Letras existenciais, poesia urbana fluida e uma estética que conversa diretamente com quem vive a cidade de verdade.

No contexto do Otra Vida Bike Show 2025, essa fusão dialogou perfeitamente com o espírito do evento: customização, identidade e expressão artística sem rótulos.


🎛️ Produção e Formação no Palco

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

O projeto é idealizado por MaicknucleaR (eu kkk), responsável por:

  • Todas as composições

  • Voz principal

  • Criação das batidas

  • Guitarras e letras

  • Grande parte das linhas de baixo

  • Produção experimental dos álbuns

No palco da Funarte, a formação contou com:

  • MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi

  • 🎤 MaicknucleaR

  • 🎶 Toni Trouble, nos backings e participações

  • 🎧 Dj Reggi, comandando as pickups

Foi uma apresentação intensa, com graves pulsando no peito, guitarras densas e uma atmosfera sonora que preencheu o espaço da Funarte com personalidade própria.


🌐 Sobre o Dub Mariachi

O repertório lírico percorre desde situações cotidianas até reflexões profundas sobre o universo humano. É música urbana com camada filosófica — sem perder o groove.

Para conhecer mais sobre o projeto:
🔗 https://maicknuclear.wixsite.com/dubmariachi

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike ShowMaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

Participar da 6ª edição do Otra Vida Bike Show 2025 em São Paulo foi uma experiência marcante. Dividir esse espaço com a cena lowrider e com o público da cultura urbana fortalece o propósito do Dub Mariachi: criar som com identidade, conceito e presença - gratidão também ao Cauê - Positive Foundation.


MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike ShowMaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show
MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike ShowMaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike ShowMaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike ShowMaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show
MaicknucleaR e seu Projeto Dub Mariachi no OtraVida Bike Show

Nos vemos no próximo palco. 🔥🎶

Dub Mariachi de MaicknucleaR agora no Spotify – Street Reggae Rap Country que você precisa ouvir



O Dub Mariachi, projeto musical visceral e híbrido criado por MaicknucleaR — onde street reggae, rap underground, dark blues e country sujo se abraçam em vibes que nem São Paulo viu antes — está disponível no Spotify. Com letras que são poesia crua e batidas que escavam a alma, esse som é perfeito pra quem curte trilhas que mexem com sentimento e pensamento ao mesmo tempo. Ouça, se localize na batida e deixe o groove do Dub Mariachi te levar por paisagens sonoras inexploradas.

Se quiser, posso sugerir variações de título com mais palavra-chave ou um call-to-action maior

DANÇANDO VALSA NOS SALÕES DO INFERNO

Em algum momento vou parar para reler, revisar e "rever", este livro. Acho que a proposta dos colchetes não foi muito compreendida. A ideia dos colchetes era como se fosse um leitor do livro fazendo comentários. E fora que tem partes muito rebuscadas. Queria dar uma lapidada nisso. Enfim.

MAICKNUCLEAR
https://onerpm.link/862566533827

Nova Ordem Do Meu Pau

Política mundial baseada em Adrenocromo. Pesquisas (que nunca são mostradas documentalmente, mas são "noticiadas") afirmam que é isso aí e não aquilo ali. Os filhos do pai da mentira como delatores de fucknews. O pânico como cérebro, a emoção como razão. O grito conjunto como um ato (burro) de individualidade. O fim total e absoluto de qualquer liberdade individual, por conta da EMOção assassina das massas. "Não faça isso, não nos - hipoteticamente - mate. Tenho medo e gosto disso, agora sou uno com a humanidade"... Gestapo, Gestapo, Gestapo: "Acusem seus próximos", grita a Gestapo. Edward Bernays bate punheta, pro capeta, no inferno e goza. Freud explica é o caralho. A demência funcional é o bicho (seus animais). Tio Bill logo te enfia a agulha no cú. Royal Rife foi mais um que morreu como o tio Nikola. Ninguém aqui assistiu Burzynski!!! 1984 era sim um protótipo de um manual insano. Já era. Tio Mark é o maior voyer ditador da história. A maçãzinha é tão do capiroto quanto as Janelas. Conteúdo bloqueado por outros dementes funcionais mal intencionados, que, na verdade, nem sabem o que estão fazendo, só fazem. Quinta dimensão nem no playstation 4, meu amigo. Me poupe de hologramas e vídeos de qualidade ínfima me falando que bolinhas brilhantes são carros voadores inter-galáticos. Steve faz BlowJobs no capeta. Nenhum hacker vai salvar o mundo. Quem disse: "Tem gosto de carne, parece carne, mas não é carne"? É como a água de cocô do Tio Bill (esse filho da puta tá tirando, faz tempo). Emmanuel Goldstein hoje seria estuprado em praça pública. Os eugenistas (geneticistas?) adoram uma Sociedade Thule e uma limpeza social baseada em extermínio de raças: "Morrem mais pardos e negros", diz o dejeto abjeto e putrefeito que vocês chama de jornal. E as branquelas adoram falar que estão acordadas porque fizeram miojo de mijo com a água do Ganges. Pecinhas, pecinhas, pecinhas repetindo repetições variadas de velhos discursos maldosos untados em lantejoulas, que enojam qualquer um que teve discernimento hábil para ligar determinados pontos. Queria dar uma voadora no ET Bilú, que fala pra buscar conhecimento, mas é mais burro que... Enfim. Minha cota de ofensas por conta de pensamentos e perguntas já deu, melhor ficar quieto. Enfim... Adrenocromo nessa porra. George Soros continua pagando bem (pouco) para seus "ativistas" brincarem de GTA. Quem aqui leu Confissões de um Assassino Econômico??? A agenda é cabulosa, às vezes demora, às vezes retarda, mas nunca falha. Quem aqui lembra do Tio Bill soltando mosquitos da dengue, geneticamente modificados, antes de um puta surto de dengue. OXITEC, eu lembro da OXITEC! Você não lembra, aliás, você nem sabia (que eu sei). Eu faaalo: demência funcional. Não é pq vc escova os dentes sozinhos que você tem algo na cabeça. Não é pq vc fala Mandarim que você tem algo na cabeça. Não sou de ditados, mas "siga o dinheiro" e achará a toca do coelho; sua Doroty acéfala (por causa do chicun... chichun que mesmo?). Dessa vez caiu café na agenda, mas o teste foi bem eficaz. Segunda onda no tsunami do caralho a quatro. Naquela época foi motivada por falta de higiene e principalmente por questões nutricionébas. Como vai sua coca-cola? E o flúor na água? Deixa pra lá, mexer no hábito religioso das pessoas dá ruim e eles sempre são a maioria (mesmo gritando a individualidade do desapego). Época promissora essa, eim. Época linda para os titereiros!!!

DESCALÇO



Fiz esse curta, "DESCALÇO", há uns meses e devido a loucura da urbe e a rotina mentalmente estafante, esqueci de mostrar pros meus cosmopólitos. Produção 100% MaicknucleaR Empreendimentos.
Piva é um escritor em crise que após um sonho adquire um estranho fetiche suicida; o que acaba afetando também sua namorada e fazendo com que a relação que eles têm tome um rumo inesperado.
Direção MaicknucleaR
Roteiro Flávio Matos
Elenco Miyuki Aoyama e Flávio Matos
Fotografia, produção, arte e edição MaicknucleaR
Assistente de arte e produção Miyuki Aoyama

Granada sem pino 2

Gosto de pessoas que discordam, mas que discordam me trazendo um aspecto diferente de conjectura. De gente que faz minha mente bugar por vários dias até eu conseguir desenvolver um raciocínio sobre.  Ou seja: gosto de utopia, de semi-impossibilidades. Geralmente as pessoas que discordam de algum ponto que proponho, são pessoas que repetem repetições de assuntos e pontos de vista tão usuais que me dão sono e até pena (aí em geral deixo a pessoa falar e mudo de assunto). E percebo que quando discordo, trago uma informação diferente ou outro ponto de vista, as pessoas sentem ódio, pois na cabecinha delas, qualquer coisa que fuja uma nesga de suas “caixas-cavernas” é visto como afrontas sacrílegas. É como o velho caso de eu dizer algo, aí o povo ou ri ou fica com raiva, aí vem alguém em uma “posição “ de algum tipo de “autoridade fictícia” e repete as mesmas palavras que eu, até com a mesma entonação, de repente aquilo vira uma verdade absoluta dentre esses seres escarnecedores. Enfim, melhor ficar quieto, pois eu sou a peça mais descartável desse sistema de merda e alguns amigos pontuais também podem vestir carapuças E desavisados que não tem nada a ver podem se vitimizarem, pois vivemos a era do chororô.

Granada sem pino 1

Absolutamente nada do que você acredita que “que realmente é”, é realmente como você ACREDITA que realmente é! Ver as cordas que nos controlam não é bênção ou maldição, é somente ter ciência de que somos títeres, o que talvez crie uma circunavegação na orla da pretensa liberdade mental. Antigamente, na minha imbecilidade pueril, eu bradava que quem não via as cordas era burro, hoje percebo que é apenas uma ingenuidade infeliz de alguém que acredita em verdades absolutas e no “mundo como nos foi apresentado”. Questionar é uma benção que atrai muita confusão, pois, lidar com as crenças petrificadas, de pessoas que realmente ACREDITAM, nesse mundo, que nos foi “ensinado”, é mote para ser alvo de hostilidades ferrenhas. E devido a isso, quando escuto qualquer expressão dessa ingenuidade, apenas tento não falar nada. As pessoas não gostam de aprender que a história dos livros é falsa e que em outros países tem versões muito distantes da ensinada nesse Brasil Colônia, que existem famílias que manipulam todo o rumo da humanidade (leia o biográfico: Confissões de um Assassino Econômico, lá tem o nome dos bois, os famosos “Eles”), ou que existem agendas malvadas em curso, de que 1984 foi escrito por um cara que declarou que aquilo é uma ficção baseada em histórias Que ele ouviu de pessoas de uma elite seleta, que já tinha planos de controle mundial e criação de uma governança global e, lembram da parte desse livro, onde alguém diz: “parece carne, lembra carne, mas não é carne”... não vou falar mais nada, mas lembrem dessa frase no futuro bem próximo. Enfim. Documentos, documentários e pessoas que estiveram no cerne dessa situação, tem pra caralho por aí, mas vivemos numa colônia onde futebol é mais importante...

Voltarei a escrever meus pensamentos insólitos no velho

Censurado

BraZil made in China, lambendo o cú da potência genocida comunista. Eu ando reparando no padrão dos defensores do excelentíssimo. Uma galera de um nível intelectual, literalmente, de assustar.
*sempre lembrando que "esquerda", "direita", são faces de uma mesma moeda, com parcas "mudancinhas ideológicas" -- que na verdade são desculpinhas de "dividir e conquistar", sem ideologia nenhuma --, que são sínteses e não teses e antíteses. Muita infantilidade defender "lados" e não perceber que quem governa os países não são os presidentes, aí indico o livro Confissões de um Assassino Econômico, de John Perkins. Agora o cara que antes era anti-China, está chupando o saco de chineses e esperando a gozada na cara, um verdadeiro Bukake... O cara foi na ONU falar contra o socialismo venezuelano (e pra deixar claro: foda-se o socialismo) e vai na China e não fala sobre o comunismo (e eu digo, meu sobrenome é Lenin, mas fodam-se Lenin e Marx!); porra, vocês não vem um padrão sociopático nesse fantoche de pano e nessa merda toda??? Ps: esquerda e direita que se fodam com queijo e bacon na mesma frigideira do inferno... Foda, faz um bom tempo que ando na minha, jogando o jogo de outra maneira, quieto, faz uns anos que estou evitando polêmicas pq minha opinião sobre certas coisas são bem fortes e não mancomunam com nenhum desses (falsos) lados, dessas falsas ilusões de escolha... Aí preciso ouvir um retardado, que segue Neymar no instagram e não sabe usar a porra do plural vir defender esse outro retardado na hora do almoço??? PQP. Se eu falar de Noam Chomsky a pessoa vai me dizer "Saúde"... Indico o livro Quem Manda no Mundo?, do autor "Saúde", leiam. É gente que só fala do "Barça", querendo falar de... Enfim... Nem falo nos "garotos de Chicago" (você sabe o que é isso?); eu reparei que falo grego com 99% das pessoas que me circulam. Melhor ficar quieto pq o "sistema" nos observa -- e entenda "sistema" como qualquer coisa que tenha o poder de foder nossas vidas espirituais, físicas, emocionais, educacionais ou financeiras -- e opiniões "fora do little box" incomodam e as pessoas ficam violentas quando, sem querer, mostramos que elas precisam de mais referências. Tenho muito pra falar, mas acho que as portas tem mais capacidade de entender.

Epiphanics Séries

"O grande problemas nas "sugestões do bem" é que o outrem está mais desesperado para ouvir seu ego que rasgar o véu da ignorância e compreender que o ponto em questão pode ser potencializado e/ou melhorado".
MaicknucleaR

Sente o drama

Escola é o lugar onde o sistema premia aqueles que tem maior capacidade de repetir mentiras seculares e truques de dar a patinha... (na maioria, quase absoluta, dos casos). Existe uma disparidade abissal entre o tipo de ensino de uma escola pública em uma periferia em relação a uma escola particular de 1800 reais por mês. Muito se diz sobre "ser duas vezes melhor", mas compartilho, veementemente, da retórica abordada por Mano Brown, no começo de "A vida é desafio", em que ele indaga: "Como ser duas vezes melhor se estamos mil vezes atrasados? Quem foi o pilantra que inventou isso aí?". Por isso abordei, no roteiro de "Por cuecas e meias", a temática "oportunidade". Nesse roteiro não pensei nas técnicas que o curso de cinema me transmitiu, pensei em algo com um valor agregado violentamente superior a qualquer técnica: EU ESCREVI COM A ALMA. Coisa que a arte não tem mais, há tempos. Algumas vertentes artísticas contemporâneas andam como o sistema escolar: repetindo repetições como se fossem grandes vanguardas. Enfim. O tema implícito é: Como criar oportunidades se você vive em um entorno caótico onde a lei é a da selva, é a do cão; onde a única coisa em que se consegue pensar é em como pagar aluguel, como sair do SPC, como comer amanhã, como não levar tiro de polícia por ser negro, pobre, nordestino, um cara pardo num carro velho, enfim. Aí a arte fica na mão de, acredite, odeio essa moda de falar isso, mas como eu já falava sobre isso nos anos 90, quando ninguém abordava essa temática, então vou me dar a liberdade de falar: a arte está na mão de gente branca, privilegiada, desde a fundação dessa colônia que valoriza a imbecilidade e estrangeirismos imperialistas. As maiores oportunidades de arte, como retratei em "Por cuecas e meias" são de quem pode se dar ao luxo do métier social de "o dono da revista X mora no apartamento da frente", "meu cunhado conhece o dono de empresa X", "meu pai é amigo do dono da editora Y", enfim. E quando alguém que veio de uma situação desfavorável, começa a ter acesso à esse universo "superior" (superior entre inúmeras aspas), por maior talento que o mesmo tenha; por não fazer parte desse "jogo", as oportunidades que surgem são as migalhas que surgem, pois os donos do jogo, assim como as 13 famílias que dominam o planeta, só se relacionam, verdadeiramente, entre "eles". Eles preferem as indicações de seus patrícios(as), que dar uma oportunidade real, a alguém real, que vai fazer algo de VERDADE e com alma. É o que quem não tem qualquer resquício de arte nunca vai entender, não se trata de técnica, se trata de dar um jato de porra interdimensional onde nacos da sua alma escorrem pela mente alheia. A profundidade desse roteiro é grandiosa e me intriga, pois ninguém que o assistiu compreendeu isso, justamente por não terem esse tipo de sensibilidade psico/social e, ter que explicar em textão de blog é a demonstração mais clara e absoluta de como vivemos em tempos de um vazio digno de um vale das sombras. Eu me considero privilegiado, cresci em uma casa com muito livros, com um pai que tinha ímpetos violentos, mas me fazia assistir os documentários que passavam na TV Cultura, aos domingos, que estuda quase todos os dias (sei lá o que ele estuda, mas ele tá sempre lendo algo), que me deu o sobrenome Lênin (e através das minhas próprias pesquisas percebi que Lenin era só mais uma marionete dos donos do mundo, uma personalidade que aproveitou "as oportunidades"). E tenho algo intrínseco, que não considero sorte não, mas é algo que me fez conhecer e ser amigo de todo mundo que admirei nesse país. Respeito a teoria da lei da atração, mas acho que o que tenho é algo que vai além dessa alegoria (e aí entra meus pensamentos megalomaníacos). Sempre tive acesso à diferentes andares sociais nessa escadaria da vida, mas ando MUITO impressionado em como, nos últimos tempos, venho percebendo que as pessoas tem diplomas, viajam o planeta como quem vai daqui ao centro, essas pessoas, por mais retórica que possuem, por melhor que se expressem, por mais que pareçam ter um conhecimento profundo (por que se expressam MUITO BEM), elas tem muito poucas referências sobre, literalmente, sobre qualquer coisa, até mesmo das áreas em que são "especialistas". E o interessante de andar nesses andares mais altos das escadarias sociais é que até hoje nunca encontrei ninguém mais inteligente que um Fábio da Avenida Sanatório, que um Flávio Matos da Basílio Alves Morango, que uma Andrea Fernanda do Tucuruvi... Quando as pessoas da baixa receberem a informação correta e algum filho da puta os fizer ver e perceber que o que está na alta é vazio, insosso e não oferece ameaça nenhuma, além de deter poderes, que, na verdade, são mais imaginários que palpáveis, a coisa muda! Mas é como diz "A vida é desafio", estamos extremamente atrasados, mas não "estamos atrasados" em sentido literal, o correto é: nós fomos atrasados pelo topo de uma pirâmide sociopata que odeia quem não é de sua esfera social. Por isso sou avesso a coroas, diamantes, olho de horuz e pirâmides, pois são simbolismos que, quando usados por nós, aqui de baixo, é como se disséssemos: "amo meus donos", mas não vou entrar nesse quesito. Enfim, isso aqui não é uma epifania, nem indiretas, nem raivinha, pois minha opinião sobre isso é a mesma há mais de décadas! As raríssimas pessoas com quem posso desenvolver conversações mais elaboradas e que entendem o que é dito (as Andreas Fernandas e os Flávios da vida), são provas dessa minha visão que se arrasta pelos tempos. Vejo o mundo dessa forma desde 1991, sem ninguém ter pego minha mão e ensinado isso (agradeço muito ao Rap nacional da época e aos livros que haviam em casa). Enfim. O caso é que uma pessoa, que não é do meu círculo social, nem faz parte da minha rotina, mas talvez tenhamos uns dois amigos em comum no facebook, talvez um, veio me dar suas impressões sobre meu roteiro e percebi o quão vazias as pessoas estão, mesmo que elas pretendam te fazer um elogio. O quanto a "mensagem", que ali, é clara como a porra do dia na Antártida, não é enxergada. Enfim, pensei outra coisa, nada a ver. O quão essas pessoas da escada social/acadêmica tentam te classificar quando percebem que alguém, que na visão delas, deveria ser estúpida, tem mais conhecimento e referências que ela... Sempre rola alguma piadinha babaca, algo como um tiozão tosco soltar um "E aí, sangue bom" (mas como não sou idiota sei que isso é uma subliminar que te classifica perante os alheios) , enfim, parei kkkk. Deve ser triste se sentir inferior perto de alguém que você inferioriza, né? kkk. Enfim. Enfim mesmo. NO MAIS, como diria E.T. Bilú: Procurem conhecimento, vocês estão precisando, rs.


Trecho de Negro Drama, Racionais MCS

"Hei, senhor de engenho, eu sei bem quem você é
Sozinho cê num guenta, sozinho cê num entra a pé... Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho? Agora tá de olho no carro que eu dirijo? Demorou, eu quero é mais, eu quero até sua alma. Aí, o rap fez eu ser o que sou... A geração que revolucionou, a geração que vai revolucionar. Cê tá dirigindo um carro, o mundo todo tá de olho em você, morô? Sabe por quê? Pela sua origem, morô irmão? É desse jeito que você vive, é o negro drama. Eu num li, eu não assisti, eu vivo o negro drama. Eu sou o negro drama, eu sou o fruto do negro drama... Porque assim é que é, renascendo das cinzas
Firme e forte, guerreiro de fé. Vagabundo nato".