Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Acesse agora: www.youtube.com/@dubmariachi ■ Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos. ■ Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma? Esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. ■ Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas… ■ Escute Dub Mariachi agora: @dubmariachi em todas as redes ■ Acesse agora: www.youtube.com/@dubmariachi
“24 x 1”
O filho diz:
Leve-me telepáticamente a lugares remotos onde nunca estive e mostre para os meus olhos fotos vivas e verossímeis que ensinam e emocionam, plangênciam ou enojam, provocam riso ou medo!
Vera-efígie da vida ou elucubração de uma mente pervertida mostrada na tela de um quadro de plasma. Pintado por um ébrio roteirista plástico que desenha atores no palco-película de uma vida de fotos mostradas vinte e quatro vezes por segundo.

O pai diz:
- ta certo campeão, me convenceu... amanhã te levo no cinema!
O fundo do fundo poço
A barata diz:
Estenda sua mão para mim e prove que a benevolência não morreu.
Retire me deste fundo de poço escuso e mostre-me o perspícuo dia para que eu possa ver o arrebol da paisagem.
Resgate-me de meus profundos e maus pensamentos.
Leve-me ao topo!
Ponto de venda
O rapaz encostado no poste diz:
Ali vendo meu corpo em pedaços de papel,
Ali beijo o céu sem precisar sair do chão,
Ali te espero, mas você não vem,
Ali corro grande risco,
Ali me sinto em casa,
Ali nem sei quem sou.
Uma Av.Paulista de egos
O catador de papelão diz:
Finanças, luzes, cultura, pessoas, EGOS.
Empresários, motoboys, mendigos peregrinos, seguranças EGOS.
Lindas mulheres Brasileiras, mulheres de bem, vadias interesseiras e prostitutas, EGO.
Bares, lojas, bancos, escritórios, apartamentos, EGO.
Avenida mais importante para os desfilantes EGOS de trenó e gravata.
Livre leve livre
O oxigênio sussurra:
Um pedaço do céu cai sobre mim aliviando o insuportável calor que sentia a pouco,
Sagrado momento em que poucos percebem a grandeza deste acontecimento, pois todos estão boiando em seus inflados egos,
Pessoas como a Cláudia e eu percebemos que somos apenas uma gota no meio de todo este pé d’água,
Todos correm tentando se abrigar enquanto eu ergo as mãos para o céu e sinto o peso das lágrimas de algo superior cair sobre meu corpo que agora se torna leve.zip.net
Última gota
O cara do tempo diz:
Coloque seu vestido mais caro,
Demore horas fazendo escova,
Faça as unhas,
Use seu salto mais sexy!
Hoje à noite vamos comer um hotdog,
Beber vinho em cima do capô do carro olhando para as estrelas,
Jogar pedra em vidros descuidados e assim que a última gota desta chuva cair,
Irei te buscar, pois estou sem guarda-chuvas.
Infinitivo
O astro maior diz:
Arrombarei a porta de seu mundo e invadirei seu universo de um metro e sessenta e sete centímetros.
Insano eu, pegando velocidade no vácuo-rastro de suas pegadas, indo em direção de sua casa, pulando o muro de seu quintal de cometas, pisando em seu jardim de estrelas, me embrenhando em seu varal de galáxias, chutando o focinho de seu cachorro de Andrômeda para longe, atravessando sua janela de nebulosas para cair na sua cama de constelações e penetrar em seu buraco negro!
Sangue azul
O arauto anuncia:
Salvem a Rainha, pois ela está viciada em crack e trocou a coroa de ouro por duas pedras de diamante.
O Rei abusa sexualmente de suas fiéis servas de setenta e um e súditas de quatorze, pondo lhes o cetro real no buraco da hóstia que era comida pelo padre para que os cristãos não soubessem que tal dama já não era mais pura.
A Princesa anda pelas ruas do vilarejo apoiando o corpo em qualquer janela de carroça que lhe ofereça alguns dobrões de ouro e engole qualquer espada de qualquer cavalheiro.
Este nobre sangue azul drogado que escorre por meu pulso após o corte que fiz a mando de uma feiticeira dona da casa de favores. Escorre azul e cristalino como uma cachoeira de mentiras.
O cofre de paixões turquesa
O bandoleiro diz:
Mãos ao alto... É um assalto!
Põem seu coração na sacola... Rápido!
Abre caixa registradora e me dê um anél com meu nome gravado... Anda!
Vai, vai, vai... Abre esse cofre e me passe seus segredos mais íntimos.
Mande sua razão calar a boca e deixe seus sentimentos dizerem apenas o necessário!
Deite no chão e peça para que eu te possua sem dar um pio ou mando o cupido estourar seus miolos...
Abra sua porta dos fundos e deixe-me penetra-la lascivamente...
Escada para o saber
O fugitivo do hospício diz:
Na beira da praia Bradley Nowell me passou uma ponta e disse: “é no rabo da cobra que está o veneno, duuude!”.
No bar requintado de um bairro semi-nobre Billie Holliday me disse: “hey Maick, easy living... tome mais um drink para esquentar a noite e fazer charme para as garotas gatão”.
Fred Durst em seus bons tempos de revolta me disse: “joga gasolina no carro dele, põem fogo e joga ele da serra”.
O velhinho que limpa a biblioteca me disse: “pede para a Ana pegar o Dom Quixote, ela está de saia e sem calcinha e não liga quando tem alguém debaixo da escada vendo suas partes!”.
O motivo de nós existirmos
A lua divaga:
A felicidade é um amontoado de pequenos momentos, coisas simples; olhos que brilham, amores efêmeros, notas musicais, brigas de rua, abraços apertados, banhos de chuva, corridas de táxi, glórias e quedas, amigos e inimigos, mesas de bar, pescaria, fundos de poço, solos de blues, luau na praia, chegar de manhã em casa, sereno da madrugada, a mulher inalcançável, a amante nua, as crianças gritando, sexo no carro, vizinhas fofoqueiras, o carteiro com uma encomenda, o cachorro amigo, o banco do ônibus e qualquer coisa te lembre algum momento em que você se sentiu realmente uma parte integrante do infinito e, só no fim da vida esse amontoado lhe dirá se você foi feliz ou não, pois a felicidade é uma sacola de supermercado com fundo infindável... Nunca somos felizes por completo e quando somos...
Nós nunca sabemos!
Trecho de "O motivo de nós existirmos" de MaicknucleaR retirado do site www.opastrame.falai.net
A força que move o núcleo diz:
Sublimadora
Vibração na atmosfera que desbrava meus poros; toca percussão em meus tímpanos, arpeja os pelos de meu corpo e me leva a um estado de sublime arrepio...
Um estado de êxtase como se fosse o próprio nirvana alcançado, atinjo iluminação (de um grande palco).
A sublimadora cria em mim emoções, lembranças, saudades, momentos...
Acompanha-me do chão do banheiro vomitado, ao altar divino de minha vida.
Sigo trilhando esta sonora vida louca enquanto a sublimadora me persegue nos bancos de trás de carros, nos bares de blues, nos shows de hardcore, nas hip-hop ruas.
A sublimadora que me faz descer e chorar, subir e pular no sofá, dar a mínima ou me importar, amar e odiar...
Hospedeira benção maldita em minha alma...
Sem estilos, sem diferenças ou segregações...
Musica...
Só... Musica...

Texto retirado de "Ensejos Nucleares". Copyright © 2005 MaicknucleaR/AltacasA.
O criador de ilusões sub-reais diz:
Escrivaninha de edredom
A psico-atividade de uma louca alma que se expressa através de uma bic azul já quase sem tinta.
Caneta que furta as emoções de meu âmago e criptográfa minha vida atrás de subliminares palavras.
O pequeno quarto azul de meu cérebro que transforma copos em universos infindáveis, folhas em sudários semi-sagrados, fotos em sexo, elogio em depressão, moedas em notas musicais... Convertendo assim, o meu real para o seu virtual!


Texto retirado de "Ensejos Nucleares". Copyright © 2005 MaicknucleaR/AltacasA.
A perceptividade da carne diz:
Luxuriana
Ela cochila tão lindamente...
Quero ir embora, mas não posso!
Pela janela observo aquela panorâmica paisagem de prédios, sacadas, varais e antenas.
Tomo um banho e quando saio ela já está desperta.
Ela diz que me ama...
O celular toca... Era o marido...
Ela desliga, abre a bolsa e diz que me ama.
Ela me beija uma ultima vez, me dá o dinheiro e vou embora sem olhar para trás!

Texto retirado de "Ensejos Nucleares". Copyright © 2005 MaicknucleaR/AltacasA.
O invasor de corações diz:
Dê abrigo a um pobre homem.
Coloque-me na sua sacola de compras de supermercado e guarde-me em sua prateleira mais alta.
Retire-me do meu quarto de papelão debaixo daquela marquise e leve-me para sua sala de jantar.
Compre minha passagem e envie-me para casa.
Abrigue-me debaixo de seus longos braços.
Acoberte-me com seus infindáveis carinhos.
Esquente-me com o calor da lareira de seu corpo.
Vista-me com seus olhares e sorrisos.
Lave-me com seus demorados e molhados beijos.
Preencha o vazio de minha existência com seu amor e sutileza.
Alimente-me com seu sexo desde que não seja diet.
Retire-me das ruas e leve-me para seu quarto.
Retire minha roupa e espere-me na cama.
Abra suas portas e peça para que eu entre.
Abrigue um pobre homem!

Texto retirado de "Ensejos Nucleares". Copyright © 2005 MaicknucleaR/AltacasA.
Ascetismo pela janela
O espírito do viajante perdido diz:
Transporte-me para aquela velha vivenda de que sinto tanta ausência, porém não conheço, nunca vi, nunca estive lá...
Sinto falta do ranger de sua porta, a poeira na estante e os tacos soltos do chão que me fazem tropeçar.
Panorâmicas utopicamente minhas, são apenas manchas vistas desta janela que corre contra o tempo nesta volátil maquinária que me leva rumo ao remoto, a antagonia de uma velha vida...
Janela que atavia minhas quiméras, recordam momentos de outrora e criam-me uma nova identidade, um novo eu, mas sendo apenas eu mesmo...
Deixo a verborragia e torno-me sucinto no banco estofado de um velho trem.
Não tenho posses, não tenho o que comer a noite.
Tenho apenas minha vontade de viver, um destino impredestinado e a vontade de vencer.
O mundo agora é meu nesta intrépida jornada.
O incógnito me vêm através de uma janela.
O passado fica atrás desta janela e o futuro nela reside.
Olhos plangentes pesam em sua vermelhidão de saudade e derramam o líquido de um novo futuro...
Minha peregrinação aqui começa... Através deste ascetismo pela janela...
Todo um novo mundo...
Serei Cabral, Colombo...
Serei apenas Maick, o desbravador!

Texto retirado de "Ensejos Nucleares". Copyright © 2005 MaicknucleaR/AltacasA.