A sinfonia do concreto se cala. O caos se perde, sem saber o que fazer. A precipitação sobe em reverso e você vem. Vem como se pisasse na poesia asfáltica. Como se o vapor que te cinge fosse um véu de puro magnetismo para meus olhos desajeitados e extremamente maliciosos.
Não existe tempo verbal correto, pois qualquer frase seria uma profanação interdimensional desse agora perigoso. Nada na paisagem te afeta, leve, decidida, segura do "saber o que virá" e tranquila em relação ao tchau voluptuoso e impróprio.
Deleite visual. Degustação de pele que fervilha o brilho do suor, salivo. Desapareço no que é você. Atravesso realidades ilusórias. Me contento no seu contentar.
Depois. Bem depois. A rememória. O item estrategicamente esquecido que teletransporta ao reencontro. Que conecta sinapses de arrepios alvoroçados e incontroláveis. Que dão nitidez ao sonho outrora borrado.
(MaicknucleaR)