Meu Doce Valium Starlight
(MaicknucleaR)
Intro.
Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra.Nem as putas nos compreendem a anestesia! Nem Freud explicaria esta fuleiragem sitcom de não saber que após exorcizar mil demônios cada um traria mais sete amigos bandoleiros para resolver a treta…Mas firmeza. Profissionais não podem ser atingidos.
Tacada 1: Sardônia
A edição romântica de uma vida cheia promessas falidas e sonhos furados. Um espetáculo sem platéia, um show sem público, um camarim sem artistas, uma van sem groupies para lamber-nos a virilha, um blog sem comments onde vou lapidando-me a base de frustrações dilacerantes, violência exacerbada e um frio desespero por mais um gole cortante de vida. Sem leme. Em um dos sete mares de Cabaços e Descabaçadas que levam-me pelo braço, como uma acompanhante profissional, à um niilismo suicida e esperançoso. À mescla de Eu Posso o Que Der na Telha e “Você não pode, pois não se encaixa nos padrões” que excita meu velho, inativo e incomensurável ódio, pois a confirmação de um dia frio para uma raça de sangue quente não é lá a melhor notícia do mundo.Não! Não me incomodo em acender um rojão de doze estrelas pipocantes dentro do elevador que agüenta no máximo oitocentos e cinqüenta quilos, sorrir sardônico pro reflexo ao lado, apontar o artefato para a câmera que tira toda minha segurança e dizer abafado, protegendo os olhos com um dos braços: “Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra, pois juro que sou normal” – ou ao menos acredito piamente nisso.…”BOOM”. Você já viu estrelas? Pois ultimamente nem tenho olhado pra cima! Em meu mundo não vejo (e só enxergo) meu umbigo. Mas este show de horrores que os outros costumam chamar de vida me obriga a abrir Pandora Box toda madrugada, sem dó nem piedade…
Parcimônia e serra-elétrica. Láudano e leviandade. Toda a poesia do mundo em um só clique nesses portais recheados de Nada. Antenas que não colaboram com minha sintonia. Mato de coelhas que não caem de boca. Psico na mão de Pata. E a certeza de que os dias nunca serão melhores.Todo dia esquartejo deus com uma faca de plástico de festa de criança. E toda noite encontro meu sossego sísmico, altamente abalado, no fato destruidor de saber que não me encaixo completamente em nada. Esse fato pulverizador, de não ser de laias, que me joga calado nos cantos dos eventos, vendo tudo que é mortal improfícuo sendo confundido com um deus da maioneze, mas não vem ao caso!… Tem gente subindo pedestais de escada rolante e ainda tem a audácia ignóbil de confundir Status com Divino, Amizade com Talento e meu Dom com porra nenhuma. Mas foda-se, pois se Joyce é Deus, eu sou Jim Carey…(Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra).
Os que realmente me conhecem sabem que sou ácido por natureza, largado por opção e um maldito paradoxo nato. Mas minhas letras andam sentimentalmente lúgubres e isso é péssimo sinal – pois ando até disparando em alvos civis durante meus surtos psicóticos. Na verdade, não perdôo nem os coelhinhos quando “tô com a gota” -. E assim, do meu jeito, eu vou. E continuo indo. Mas conto com a esperança que jaz baleada no porta-malas e com a capacidade que a vida tem em ser irônica, para amortizar a peçonha alheia quando as coisas começam a ir bem e os garranchos tornam-se cada vez mais potentes enquanto assisto o pica-pau e penso no próximo rabo onde depositarei todas minhas duras derrotas. O amargor de minhas tristezas lúdicas. E as gafes que não cometi. Para depois ganhar a rua, manter o fudismo de meia tigela vivo ao levantar o zíper com asco e voltar para o cúmulo da solidão corrosiva, onde guardo ursinhos sem pelúcia. E ouro sem kilate dentro de um quadrado azul.Juro!, juro que não gastarei mais meu tempo com tentativas que sei estarem previamente fadadas ao fracasso – caso eu extraordinariamente consiga fazer isso! -. Juro que o cu do Masp cagou em minha face de Quasímodo e que isso bastou para que eu caísse na real e percebesse que Amar é pra quem não pensa, pros fãs de Belle e Sebastian e pra quem nunca teve uma só espinha na cara durante a imbecil adolescência… Amar?!, meu ovo!!!. Vou é lustrar as balas de diamante que descolei para alvejar qualquer porra de musa que inventar de surgir na reta dos meus amores inventados. Meus exageros Cazuzianos mais que extrapolados. Pois se mulheres só amam o que podem ostentar, eu busco apenas alguém que, se um dia eu subir na vida – pois é óbvio que fôdidos não tem vez (e eu estou atualmente fôdido) -, não me “ame” só pra “mostrar” às amigas invejosas… E que chupe gostoso, lógico!.“Nas bolas, amor. Nas bolas”, pois baixaria mesmo é nascer brasileiro. E pra quem AINDA não sabe, o sonho de todo Homem é possuir sua própria puta, ou retirar freira uma freira da zona. O resto é tudo uma grande viadagem lírica. Prosa pra boi dormir. Máquina de encher lingüiça com links vazios.
Tacada 2: Pandora’s Open para
o submundo
-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…“Ontem (dia 1 de maio) um policial quebrou meu violão em mais uma daquelas “batidas rotineiras onde quebram seu violão porque um de seus amigos foi pego com drogas e você não estava no melhor dia e começou a discutir com a lei fake”, tá ligado?!. E hoje, antes do amanhecer, fizemos as honrarias Edu Chavenses. Com duas pás que trouxemos no velho dodge barulhento, Barata e eu cavamos um buraco em um dos canteiros centrais, dentro do terminal de cargas da zona norte de São Paulo, perto de onde ficam as putas feias e os viciados em crack. O farol quadrado iluminava o chão arenoso-lamoso. Solange entornava um resto de vinho azedo, a Dri carburava uma ponta e Mister Z deitado, entrevado, na calçada (completamente possesso pelo álcool)… Peguei o Violão Atômico no banco traseiro. Primeiro alguns de seus mil pedaços, depois o que sobrou intacto… “É estranho lembrar durante o ato de receber um b…”. Ninguém disse nada. Apenas pedi para que me deixassem só (ou seja: que calassem a boca)… O sol, como sempre, nasceu nasceu na hora errada”.-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…“Odeio quando vou registrar uma folha de sulfite apenas. E digo que registro, não pelo registro em si, nem pela ‘memória ‘, nem porque amo a Biblioteca Nacional, mas porque tenho medo de que minha casa pegue fogo e queime tudo o que escrevi em vida. E eles riem de mim, achando que eu tô brincando. Queria poder matá-los, pois juro que estou sentindo cheiro de queimado, cheiro de enxofre na casa toda”.-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…“O bom foi que descobri logo cedo que esse negócio de fazer tipinho não funciona. Da mesma forma que descobri, logo aos cinco anos de idade, que eu nunca seria um daqueles moleques mongóis que estrelavam comerciais infantis como minha mãe queria. E que esse negócio de gastar a megalografia da minha bic quebrada na tentativa de colocar o pau na buceta alheia não dá certo”.-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…[Retrovisor].“Odeio olhar no espelho quando estou fora de mim – diapasão, diazepam, conhaque, maconha, colchão e tetas; tem nego que mal consegue falar na loucura! -. Odeio olhar no espelho quando ‘perco os olhos’ (de tanto ódio), como disse-me uma Anja a quem amei sincera e ocultamente por dois anos, mas fiz um mal da porra em dois dias… Mas firmeza. Minha parte conservadora pede para que eu saia daqui, urgente. Não sou nenhum angelicida”.-Vamo aê? – fiz a intervenção.-Nããão!!! Por que??? Espera. Deix’eu terminar antes – the bitch sayd.-Meu amor, você não vai terminar nunca!-Lógico que vou, olha só (chupti, chupt, chup, slupt, glupt).-Cê não me conhece (uhh). Se deixar (uhh) eu fico aqui até seu maxilar afinar em dois (uhh) centímetros.-Nooossa… Maaas: você não vai gozar?-Não meu amor.-Por que?-Não posso te dar esse prazer!
Tacada 3: O Nuclear Show: Consuma minhas tristezas e seja feliz por R$ 1.99.
Trezentos e cinqüenta nós na coluna. Três dedos atolados em ninfeta maluquete. Duas doses de mil motivos para não querer mais seguir.A vida pentatônica foi irrefutável com suas provas cabais, cheias de traumas e complexos de toda a sorte, quando disse, com voz aguda como agulha na retina, que eu não deveria ser assim tão legal. Para que escondesse essa merda de humanidade que me infla e transborda orelhas afora, caso eu quisesse ser sedado nos sentimentos, mas tudo o que consigo é ser expulso de retiros espirituais, com o louvor de ser o único na festa a ter quarenta centavos de sensatez no bolso furado e não ser dominado pela histeria coletiva de idolatrar o vácuo-JPG.
E nisso guardo todas minhas agruras, quase dejavus eternos, no núcleo de uma célula aspirante a um câncer cheio de mágoas e vídeos de skate…Liso. Mais que liso. Nem toda obra tem fim, mas a gente tenta por ser teimoso. Eu não quero emagrecer dormindo, nem sentir saudades de lembranças imaginárias, já que tudo que aprendi na vida me faz mal, como a abstinência que trinca minh’alma neste exato momento.Liso. Muito mais que liso. Tem um buraco negro embaixo da cama engolindo minhas meias. Sei que muita gente não entende o que está entrando em seus olhos neste exato momento, mas há algo de tubarão neste peixinho idiota. E entre mais uma e outras: entenda-me quem for capaz!…
Tacada 4: Pixote’s síndrome
Praça Luiza Marilac. A mesma que está em meu livro Dançando Valsa nos Salões do Inferno, que nunca será lido (publicado e afins), pois – pois é foda – segundo alguns amigos “É preciso influência e lamber sacos”, ou seja: FORA DE COGITAÇÃO, pois prefiro viver na merda a “subir pelas costa dos outros”. Deixa isso pros “Boy-êmios” da Vila ou para todo o resto que faz porque acha bonito. Pr’aquele otário dos três livros publicados que nem faz idéia de que perdeu uma bela cadeirada nas costas só porque deus tem essa mania feia de proteger os ignorantes e os americanos. Graças a deus, buda ou a Mara Maravilha, todos livros que estão hoje em minha estante são apenas de pessoas que gosto (e gosto de ler), conheço (meio de longe, mas conheço) e admiro pra caralho!!! Mas não vem ao caso. Mas então: a praça, né?, pode crer. Porra, me perdi. Esquece.
Tacada 5: Mordendo a língua
Desrespeito seria olhar-te sem malícia. Sem me imaginar flanando em seu ventre de algodão. Agasalhado em sua lã de cor não lembrável. Ou punhetando o dedo em sua boca mística enquanto enrrabo sua consciência de literata.Don’t let me fucking dow, bitch. Há cinco gramas de enfermidade entre meu espírito (de lhe querer) e sua carne (esquentando a minha) que corrompem toda a explosão do atrito. E sem atrito, sem fogo. Só o frio das quatro e meia, seus cigarros cansativos e minhas velhas veleidades nada sóbrias.
Tacada 6: Calada trip
Tá. É lógico que não vão me chamar. Também: eu parado chamo mais atenção que uma nave espacial. Aí que ego vai me quer por perto? Mas foda-se. Noventa e oito por cento de minha tecnologia diária é auto-sustentável (ou seja: nada é inatingível e todos são dispensáveis, seja lá quem for). Só peço para que tenha muito cuidado por onde anda, pois todos os loucos de hoje são caretas ricos que não tomam banho ou escovam os dentes.“A mina mora nos Jardins e sonha em ser uma puta gangueira. Será que só ela não percebeu que a Augusta é pop???”.
Tacada 7: A tormenta
Nosso romantismo grita dos becos á lua. Das sarjetas aos palcos. Do tormento ao feijão que há no vômito na calçada. Do sofrimento às folhas da caderno. Dos banheiros às luzes. De noites às noites seguintes. Das entranhas aos copos. Dos copos à Marte. De Urano à Saturno. Do nada ao tudo.Quem realmente tem arte na alma carrega em si o peso da maldição de mil mares de efêmero e eterno. De um triste olhar ante à felicidade. De uma loucura exacerbada em plena área administrativa.Muitos vão antes de nós. Um dia iremos atrás. Que fiquem aqui apenas os chatos, pois certas juventudes não devem serem ceifadas pela praga da velhice.Descobri que deus inveja suas crias. E nós, como criadores, invejamos a eternidade dele. Talvez estejamos aqui apenas para “deixar”. E, no final, estamos aqui apenas para sermos lembrados mesmo.
Zero Intro
Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra.Nem as putas nos compreendem a anestesia. Nem minha mãe me conhece. Só eu posso falar por mim nessa terra, já que deus não ouve minhas gritantes preces.Um ósculo de amoníaco, sob o céu da mesma cidade. Se a vida é sofrer pra ter assunto pr’um blog… Que seja feita vossa vontade.
Não creio em mais nada (mais trecho de "Meu Doce Valium Starlight" - do livro homônimo)
Trailer "No Eixo da Morte" Afonso Brazza
Não. O legal mesmo (além da frase "Vou viver junto com os animais") é a narrativa final "E agora eu lhe pergunto: pra que tanta violência?" (legal a loirinha também, rs).
Onde os fracos não tem "vêis" (Um Pistoleiro Chamado Papaco - 1986)
Primeira criação especial para "Paulistanas Depravadas"
Paulistanas Depravadas (base 1)
Rhetta Hughes - Your Doing With Her
Chérie Blue Escarlate (Autor:MaicknucleaR)
Animal. Arredio. Abissais afagos. Sentido seu cheiro de âmago, a essência de sua nuca… Omisso. Olhos saindo a francesa, tergiversando no espaço-tempo.Nunca o cinzeiro esteve tão sem vida. Tão sem suas nódoas de concubinas e sirigaita de outrora e o sopro de palavras prestidigitadas pela boca de quem salva-se com a bóia furada da escrita… “Você tem uma boca tão linda”, diz, fascinada, de olhos ciganos e fios que descem como as cascatas do anfitrião em seu claustro.De la rua. Mecenas. Mercenário de palavras mor, como os dissabores da piña colada. Metropólico úrico. “Quanto você vale, Dorothy?”. Todo sonho tem seu preço, não me culpe se a bíblia é um grande eufemismo para “lei da selva”. Respire, dê um tempo, segure aqui minhas armas enquanto vou ali fazer das tripas um rebento. Partir pro arrebento. Enquanto arrebento cram cracker e tormentos.Faço título de sua submissão aos meus excessos “hardcore” nada líricos. Descubro os milagres do jejum forçado e meia garrafa de vinho. Solo com pálito de fósforo no violão para me mostar, mesmo, e nem ligo. E cedo toda minha vitalidade, na maior, quando resolveste deitar meu zíper por terra.“Nas bolas, amor. Nas bolas”, pois baixaria mesmo é nascer brasileiro. Eu já disse isso em algum outro texto, mas adoro repetir pra você!. E num hiato de sua lascividade registro as cenas que gozarão no papel, na extensão da memória, todas lembranças vegetais. Manuais lembranças. Fios que não se esquecem de propósito. Objetos a te devolver n’outro dia. N’outra loucura impulsiva e zíperes que caem por uma terra bem longe da passionalidade vil.A arte de amortecer quedas!. O apreciar de um novo elixir. “Já pode devolver minhas armas, amor”, pois dormirei entre as fronhas que sua mordida gálaca maculou.
Publicado no Recanto das Letras em 08/07/2007
Brenda George - What You See Is What You Gonna Get
With A Little Help From My Friends
* espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos
Aretha Franklin - Night Life
* "Noite impiedosa. Sereno desumano. Nada mais perverso que a insensatez das esquinas. Nada mais em desamparo que os outros.
Com luz sobrou aurora, mas meu palco verdadeiro é noturno. Com noites ficaram escárnio, carnificina e o brilho melado das boites.
Por hora fica esta opera do malandro culto. Este tiro no asfalto que efetiva o som do ricochete lírico. Faroeste de palavras onde quem tem mais verdade em sua niquilada de aspectos vence...
A mágica do atroz não morre, vê a fauna fecundando novos mortos-vivos. Cheguei ao campo do niilismo e novamente não me vi em nenhum daqueles rostos forasteiros. Mas adquiri certo distanciamento político para com os outros desde que cai neste campo, dotado apenas de para-quedas e granadas sem pino. E já não ligo pra São Paulo ostentando e sustentando suas vadias mal educadas, seus bares sitcom (que no fundo até gosto) – na real um dia quero ter um – e sua cara blazé – mas sem neguinho blazé, sem cara bazé ou etc’s-blazés -.
Ei, futuro morto, eu sou mais que o vazio, só não encontrei meu lugar no espaço. E, infelizmente, para o meu completo desespero, vou morrer assim!. E mesmo que toda noite eu encontre meu sossego sísmico altamente abalado pelo simples fato de saber que não me encaixo completamente em nada, como já disse antes, decidi ser filho da puta, sim, mas sempre sendo o que sou. Um cara que odeia manhãs, gosta de ouvir Sublime às tardes, indie-hip-hop à noite não passa de um porco lúbrico.
É… Tão menos desgraçadas suas noites sem aurora. A lua me espera e outro palco, sem nenhum holofote (ou groopies no camarim), me chama. Que deus perdoe os resto mesmificado, pois como já lhe disseram, senhor: “Eles não sabem diabos da merda que andam fazendo”".
(MaicknucleaR)
* Trechos de "Nessas Noites Sem Aurora"
Especial Ann Peebles na Atomic Radio
Um dos tipos de som que mais escuto em casa é o cabuloso (e não há outra definição na terra para o) Soul. Tanto que ando maquinando um "especial Ann Peebles" pra onlineatomicradio.bravehost.com. Ann Peebles é minha cantora de soul favorita, pois ela é a, digamos, a que tem um jeito mais maloqueiro de cantar, suas bases são ultra malandrísticas, os metais são perfeitos, as linhas de baixo são de fazer qualquer músico babar e fora que ela tem a divinal voz que sai direto do âmago da alma, do útero musical, para o microfone. O som acima é o monstruoso Sunday kind Of Love na voz de Etta James. Na seqüência segue o texto "Estretiche" na versão recortada para o Sarau Portátil, mas a Estretiche original pode-se encontrar ao lado esquerdo do blog, em "arquivos de textos". That's all folks.
6- Estretiche ( MaicknucleaR )
Estretiche. Perdida no metrô um tanto Quântica. Um cálculo infalível. Soma de um velho título. De uma velha decadência pertencente aos anjos que caem bêbados no chão: a beleza do inferno. Derrama o cósmico mágico no que já é explícito ao sermos nós mesmos! Esparrama essa vital impul(sa)ção desesperada. Estratégia. Vai. Some no retrovisor. O portal derradeiro das coisas inseguras, como fogão em finas placas polares. Milhões de quilômetros a um palmo de distância. Vem. Espero-te no lúdico. Aquele com bandeirinhas de países e luzes Heineken. Quem sabe somewhere over the rainbow, quem sabe no frio vazio do estacionamento desbotado-cinza. Hei señor: don' think. Já viu asfalto azul? Coisa boba, mas nada se iguala. Vem. Fetiche. Reverbera a luz do poste em minha rima entrevada. Meu beco favorito é o diabo no corpo das que tocam guitarra. Reluz cabelo ouro bruto, com propostas cênicas; cheiro-cio saindo pela boca. Expelindo conhecimentos profanos e tornando um louco, sultão. Imagens, amostras delas, rabiscadas em sugestões sensuais de panos malucos.
Rock Me Baby - Sugar Pie Desanto
Após uma sessão de bandas e grafite que começou às duas da tarde e só foi parar às dez da noite, aqui atrás de casa, no Cicas (que fica na Avenida do Poeta c/Carlos Calvo), a comando do coletivo Sinfonia de Cães, em mais uma edição de seu festival: eis que chego em casa (04:03am). Não me esquecendo que após o ensurdecimento tivemos um sarau freestyle e aconchegante com a presença dos hermanos do Literatura Suburbana, Sarau na Brasa, do Berimba de Jesus e Caco Pontes do Poesia Maloqueirista e Rui Mascarenhas esteve fazendo um ziroguidum na roda poética, sob a lua cheia, também. E mesmo sendo quatro e dezessete de la matina deste sábado pra domingo bebo este café com leite com a voracidade de uma tartaruga com atrofia muscular, pois sinto-me bem! É. Nada melhor que uma sessão de "fazer o que gosta" para fazer um cara esquecer seus turbilhões cerebrais. Nada melhor que a violência de um lirismo sanguinolento sob a lua para amenizar os males da garoa..."Mestre Jonas", depois "Mestre Jonas" depois "Mestrando Jones"
Trailer do filme Getsemani de Mário Bortolotto
Quem leu o post abaixo sabe o quanto ando com raiva com esse negócio de "confraria (do que seja) literária", esse negócio de amigo passando pano pra amigo, deixando tudo que é conceito artístico de lado e ostentando tudo quanto é lixo em "nome da amizade" (política, como dizemos no seu meio!), mas, obstante, eis um exemplo de amigo que se deve citar pura e simplesmente por sua arte, obra, ou como vocês preferirem chamar, e não por lambeção de saco, nem nada dessas merdas que os aspirantes a artistas fazem dia e noite para conseguir se "espaço" (eu não preciso dessa putaria, pois tenho myspace - é, realmente essa foi uma péssima piada). A fita aqui é a seguinte, meus comparsas de escrivismo deformado, esse trailer é cabuloso e por isso ele está aqui em meu druglab. Vejo coisas style como esse vídeo e fico na nóia de um dia poder trampar com equipamentos melhores na Fronteira Filmes (imagino o dia que eu pegar uma 36 mm, acho que vou gozar na cueca) e etc. O próprio Cemitério já fez trampos em digital e eis hoje esse grande BOOM para apreciarmos em nossa dúbia sanidade.
INTEMERATO, a prévia - good times
Uma coisa que anda me incomodando muito é o fato de tanto nego ostentando a tal da "Literatura periférica". Pô meus caros, eu sou do Pq Edu Chaves, sim, vi muito nego morrer e muito demônio surgir na Avenida do Poeta, mas minha literatura não é periférica nem fu**, por mais maloqueiro que eu seja! O que escrevi na vida está no mais alto grau de qualidade e não tem nenhum dedo seboso de elite nenhuma e jamais vou deixar nego classificar o que faço (como "periférico"), pelo bairro onde moro, pelas largadas roupas que uso ou pelo som que escuto, pois muita gente grande na literatura brasileira, muito bigfish do Chuí, sabe que existo, sabe da potência de minha bic, caga de medo que eu seja editado - mas relaxa, pois não envio o que escrevo pra retardados de editora - e finge não me ver por medo de perder suas tacinhas pra tomar cerveja e suas putinhas imbecis de classe média que tem trechos de Clarice Lispector em seus orkuts como a grande verdade da vida. Aliás, o "Intemerato" fala sobre a mesma coisa, só que em minha famosa prosa poética. Fala do fato de nunca me convidarem para os eventos depois que descobrem que seu tão sonhado público curte mais o que faço do que o lixo que ostentam como "arte contemporânea", como os puros denominadores comuns do lixo tóxico. Tem muita lambeção nesse meio, muito amiguinho colocando amiguinho no palco pra fazer cocô ao vivo e nem conto as groupies, pois a função delas é única.
No mais é isso, continuem fingindo que não tô aqui que cada vez mais faço mais vídeos, escrevo mais letras e textos, edito minha radiozinha, edito a lasanha literata, mando bala na fronteira filmes, produzo e gravo meus sons em casa (cada vez com qualidade melhor); estilo o Sarau Portátil, em que produzi os samples, os beats, a gravação, as letras são minhas, os clipes eu editei, gravei, divulguei e atravessei 2 milhões e meio de pageviews by my own legs. O único chato é ver nego tendo apoio finaceiro e estrutural pra fazer filmes, peças, edições e só conseguirem fazer aquelas coisas insossas que o povo branco e centralizado vai achar o topo artístico de sei lá o quê. E pq eles têm esse apoio? Eu explico: "Metro quadrado". Tudo é uma jogada imobiliária onde só vão ao Jô Soares os imbecis que nascem dos bairros "enobrados" em diante. Tudo nesse feio show da vida virou uma performance tosca onde um imbecil de tiara toca um bongô mal afinado em um "barzinho" da Vila Madalena, um teatrinho prestidigitado pr'os filhotes catarrentos da elite. Na real, meus caros, essa literatura que ando vendo por aí é um grande Arnaldo Antunes: um cara barbado que parece ser cheio de idéias, mas tem a mente criativa de uma criança de seis meses.
Festival Sinfonia de Cães - Video-poetic-jam: Eu Coloro
Festival Sinfonia de Cães
Eucoloro
VIDEO-JAM-POETIC
Local: CICAS (Centro Independente de Cultura Alternativa e Social)
Data: Sábado 08/08/09
Apresentação do trailer do documentário:
Das 22 em diante...
Os escritores, Humberto Fonseca, Maick Thiago Lenin (MaicknucleaR), Luiz Carlos (Juninho13) Sendro, (artistas independentes, poetas, músicos), envolvidos na produção do vídeo "Eucoloro", junto ao Sinfonia de Cães, divulgam e promovem um diálogo sobre a propriedade imaterial, propriedade intelectual, pessoas que estão ligados a liberdade de "consciênca e crença", produtos e criações independentes, intervenções urbanas, debatendo um pouco do contemporâneo favelista paulistano, baseado no manifesto "A Cidade Limpa Contra Artes de Grafiteiros", que após de ver o bárbaro: Art. 3 da Lei Cidade Limpa; XI- (O equilíbrio de interesses dos diversos agentes atuantes na cidade para a promoção da melhoria da paisagem do município). Uma lei que de uma forma ou outra, além de mau com L e com U escrita, deixou uma clareira na minha mente... Quem ajuda a paisagem do múnicipio? Quem são esses agentes atuantes? Como regrar uma propriedade imaterial, intelectual? O que a humanidade pode pedir sem conhecer? O que deixar pro próximo, e antes disso, o que deixaram pra mim?Representar cultura de rua onde menosprezam o valor da vida é impossibilitadamente se reduzir ao desgaste ético.
Um encontro crítico literarário, audiovisual, e jam's poéticas, que visa apropriar-se do Festival Sinfonia de Cães por sua inimaginavel troca cultural, e todo objetivo de arte independente dentro do Brasil e na America Latina, nos dias 6,7,8,9 de agosto, o CICAS é a possibilidade que nós queremos dentro de uma comunidade que excluir-se da carÊncia, de ser pobre (mentalmente), e o provamos, artistas ativistas de origem prestarão seus serviços, suas ações, e serão serviçais dessa conquista pela cultura. Pra mim são muitas inercias das forças produtivas que a irrealidade artística conceitual nega a compreender e aceitarem, "por marcarem, fazerem e atuarem" como coletivos, cidadão, artista. Sendo esse um meio artístico vindo de "frutos pessoais", de pessoas que plantam arte nas ruas, que podem interferir no cotidiano, por fazerem dele a atualidade que manuseia os momentos...
_ Tem um ocultamento urbano em meu ver, algo a que deve escoar pelas beiradas, a vistas grossas. Eu sou um agente atuante nessa cidade, e algumas pessoas que vai ler essa mensagem, e sabem que fazem cultura.
Viveremos em lápides. Construir tecnicamente um artigo que coloque as relações; sociais, políticas, urbana e cultural; é agredir cidadãos descompromissados sem dar rifa aos que estão na sinuca de bico.
“Entre a floresta de aço e o concreto, segue o concerto de impactos relativos, “é nascer e morrer na cidade” é a oração, o antecedente, a comparação, a alguma pessoa ou coisa, carnaval a carnaval.” Humberto Fonsecaobrigado ao Sinfonia de Cães por existir, por representar a cultura marginal, aos irmãos que não deduzem amor e sofisticações diante da guerra, "se avião passar baixo; nóis taca pedra!"
Poetas dos coletivos:
Sarau da Brasa
Sarau poesia na brasa, criado em 05/07/2008, é um movimento cultural de periferia para a periferia. Tem o objetivo de produzir e divulgar a arte dentro da periferia. Espaço de expressão dos periféricos. Discussão e reflexão sobre a periferia, porém é aberto a todos que queiram comungar da palavra.
http://brasasarau.blogspot.com/
Literatura Suburbana
Literatura Suburbana, é um coletivo da Zona Norte de São Pulo, Brasilândia, que trabalha com a Cultura Hip Hop, A cultura afro e desenvolvimento da Lei 10.639/03 e a Literatura marginal, escrita por moradores das comunidades. Desenvolvemos Shows, palestras, eventos, cursos, oficinas, exposições e diversas atividades que contemplam essas vertentes acima citadas.
http://www.literaturasubusrbana.blogspot.com/
Poesia MaloqueiristaColetivo de arte urbana e selo editorial independente responsável pela revista não funciona e demais publicações autorais dos integrantes; os eventos multimídia "centro de ação in-formal (c.a.i-mal) e interferência modulada" , além de assaltos culturais (intervenções) e o projeto de música/poesia falada "experimento prosótypo" É melhor declamar do que roubar.seja bem vindo(a) ao mundo ácido-bucólico da poesia maloqueirista.diversão garantida ou sua televisão de volta!http://www.poesiamaloqueirista.blogspot.com/
CICAS
Espaço de auto gestão que por iniciativas independentes, jovens transformam e recuperam o Local, proporcionando uma Nova opção de Cultura, Esporte e lazer para a comunidade e convidados, com espaço para Biblioteca, Cinema, Studio MusicaL, Oficinas e cursos de Teatro e música, artes Plasticas, Capoeira, Escolinha de Futebol e grandes festivais esportivos e Culturais. http://www.projetocicas.blogspot.com/
Projeto Expremedor
O Espremedor é um projeto pró-artístico cultural voltado a comunidade. O projeto visa apresentar os artistas da região Brasilândia, Freguesia do Ó e convidados, mostrando a arte em todas suas formas de expressão. Atuamos no bairro de Vila Brasilândia e Freguesia do Ó, região carente de espaço para apresentações e expressões artísticas. Com o objetivo de extrair a arte que existe dentro da nossa própria comunidade e ainda não é conhecida, nem tão pouco foi apresentada para o público dessa região. Organizamos e apresentamos diversos artistas que buscam espaço para mostrar seus trabalhos, o que torna o projeto uma fonte de conhecimento para todos, pois, acreditamos que a arte tem um grande poder de ensinar e construir novos caminhos.http://projetoespremedor.blogspot.com/
“Onde há cidade há não só o funcionamento urbano, mas também, e ao mesmo tempo, linguagem urbana.”
Lídia Avelar Estanislau
O Brilho de um Asfalto Azul, especial para o Verbos Curtos
"Meu Doce Valium Starlight" é um livro de contos prosa-poeticados, que foi lançado em novembro de 2007, pela editora Dulcinéia Catadora. E dentre estes contos tem esta prosa poética narrada chamado "O brilho de um asfalto azul",
do qual retirei um trecho e uni ao som "Que Brasil é Esse", dos meus irmãos de som Urban Groove (Bebeto, Lilo do Amarelo Folha + maloqueiros grooviados), para utilizar no Verbos Curtos (que nada mais é Humberto Fonseca (o famoso Bebeto Cicas) e MaicknucleaR, mais seus sons e textos autorais), que vai rolar daqui alguns consideráveis minutos, na Promove, a convite do Grande Israel do Literatura Suburbana. No mais estou aqui esperando os caras passarem aqui pra subirmos ao sarau, então segue o trecho e até mais ver, motherfolks...
O Brilho de um Asfalto Azul
(MaicknucleaR)
Eis que surge o impávido porra nenhuma. Ensopado de incredulidade ímpar. Ostentando garrafas que (raramente) lhe acompanham na limusine-allstar-de-trinta-conto, por simples estética de quem sabe vagar estilosamente no noturno e chafurdar gloriosamente na obscuridade do spotlight. Mero romantismo sem veneno de amor. Um: “deixe estar que a coisa acontece”. Desajeitado porco chauvinista eu. Faz movimentos de translação no asfalto azul cheio de vermes. Procurando o lugar que não há em si mesmo, nem nos corpos que se foram, elevados, em cima de saltos lascivos. Faz incursões nos sorrisos que brilham por trás de cabelos que balançam, mas não caem. Desvirtuando veredas alheias por inconseqüentes cegueiras de uma alma que atua a vida. Inconseqüências de um showman sem público botando pra fuder no carro que nunca viu, numa noite que não é a dele, numa conta que não pagou, enquanto a máquina de escrever perambula o âmago reto, cheio de vácuo, de beldades cinematograficamente ocas. Ocas como seus quadros endeusados em paredes JPG…