SÃO PAULO NOISE CITY é um filme brasileiro de média metragem que transforma a cidade em palco, ruído em linguagem e intervenção urbana em manifesto.
Com 18 minutos de duração, o filme mergulha na estética do noise e da performance sonora em espaços públicos de grande circulação na cidade de São Paulo. Aqui, não há cenário isolado. A própria cidade é o cenário — viva, intensa, imprevisível.
Intervenção Urbana Como Linguagem Artística
O projeto consiste em performances realizadas com guitarra e amplificador ligados a um gerador a gasolina, ocupando dezenas de locais de alto fluxo de pessoas pela capital paulista.
A proposta rompe com a lógica tradicional de espetáculo.
Não há palco.
Não há plateia formal.
Há fricção.
O ruído não é acidente — é discurso.
Noise, Cidade e Confronto Sonoro
Inserido no campo da arte experimental e da performance urbana, o filme tensiona a relação entre espaço público e expressão artística.
São Paulo, conhecida por seu excesso de estímulos visuais e sonoros, torna-se território de amplificação crítica. O gerador a gasolina simboliza autonomia e deslocamento: a energia não vem do sistema, vem da própria ação.
O resultado é uma obra que dialoga com:
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cinema independente brasileiro
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arte sonora experimental
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performance urbana contemporânea
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ocupação artística do espaço público
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cultura alternativa em São Paulo
Direção, Produção e Concepção
SÃO PAULO NOISE CITY reúne artistas que transitam entre cinema, música e intervenção cultural:
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Direção: Renato Gimenez e MaicknucleaR
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Câmera e edição: MaicknucleaR
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Idealização e performance: Renato Gimenez
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Distribuição: Sinfonia de Cães / Fronteira Filmes
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Duração: 18 minutos
A colaboração consolida um projeto que vai além do registro documental. O filme não apenas mostra a intervenção — ele é a intervenção.
Cinema Independente e Resistência Cultural
Num contexto em que o audiovisual muitas vezes depende de grandes estruturas e financiamentos robustos, SÃO PAULO NOISE CITY assume uma estética direta, crua e autoral.
A obra reforça a potência do cinema independente brasileiro como ferramenta de ocupação simbólica da cidade e de questionamento sobre os limites entre arte, ruído e cotidiano.
Mais do que um filme sobre barulho, trata-se de uma investigação sobre presença, território e liberdade criativa.
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